A covid-19 abriu uma avenida para o controle social, a censura, a politização da pandemia, a limitação das liberdades individuais e a intimidação das massas. As primeiras epidemias começaram no período neolítico com a domesticação de animais e o advento da agricultura. Contato com vírus selvagens de animais e bactérias do armazenamento de grãos foram a origem. A primeira pandemia registrada foi a ‘Peste de Atenas’, febre tifoide no século 4 a.C. Estima-se a morte de 30% da população de Atenas. Em 165 d.C. a história registra a Peste Antonina: foi sarampo ou catapora e afetou grande parte da Ásia Menor, Grécia e o Império Romano dizimando 5 milhões de vidas. Outras epidemias acometeram a humanidade. As duas epidemias mundiais de peste bubônica, a Praga de Justiniano 541 d.C. (com 25 milhões de mortes), a Peste Negra 1346 d.C. (75 a 200 milhões), Epidemia de Varíola 1520 d.C. (8 milhões), a Terceira Pandemia de Cólera, considerada a pior das sete, em 1852 (1 milhão), a Gripe Russa de 1889 (1,5 milhões), a Gripe Espanhola de 1918 (20 a 50 milhões), a Gripe Asiática de 1956 (2 milhões), a Gripe de Hong Kong de 1968 (1 milhão) dentre outras. E, agora, a covid-19. Todas as epidemias e pandemias tiveram em comum medo, caos social, disseminação de fakes e oportunismo. Sempre houve quarentenas de doentes. Nunca dos sadios. Os números demonstram que o isolamento cura o sistema de Saúde, não as pessoas. O Brasil aprofundou na politização do vírus. Hoje temos um chefe de Estado conservador, depois de muitos anos de hegemonia de esquerda no país. Estes que insistem no tumulto em benefício próprio, pois a pandemia está sendo usada como cortina de fumaça para a corrupção e desvios. O Brasil decretou quarentena em março e estamos nisso até hoje. Qual a maior tragédia? Os óbitos por covid-19 ou por asfixia social? Mais de 780 mil micros e pequenas empresas faliram totalmente. Mais de 500 grandes empresas demitiram. Pedidos de recuperação judicial subiram 82,2% e grandes varejistas já haviam fechado 4.065 lojas. Cerca de três milhões deram entrada no seguro-desemprego e os 35 milhões de informais estão em dificuldades financeiras graves. As pessoas estão morrendo de fome, de suicídio. Quantas pessoas despejadas? E os enfartes? Quantas pessoas contraíram dívidas impagáveis? Adaptação do texto de Cassiana Debiasi para Vida Destra em 19 de julho 2020. “Melhor um capitão que me guie do que tiranos e ladrões que me dominem.”
CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI é professor universitário e Diretor de Gestão e Sucessão Empresarial da Maxirecur Consulting,