Bufês pedem retomada antes dos 28 dias


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Com suas atividades suspensas desde o final de março, os donos de bufês e salões de festa têm se desdobrado para dar conta das despesas mensais. Com data incerta para a reabertura de seus estabelecimentos, mais de 30 empresários do ramo festeiro, não só de Jundiaí, como também de cidades vizinhas, se uniram para reivindicar a retomada imediata.

Os representantes não querem aguardar 28 dias consecutivos na Fase Amarela do Plano SP para que as atividades do ramo possam ser retomadas, como estabelece o Plano SP. A proposta é se igualarem às condições dos restaurantes que já retornaram há 11 dias, mesmo com a capacidade reduzida. “Nosso CNAE, registro da atividade que exercemos, é o mesmo dos restaurantes e, ao contrário deles, até o momento prosseguimos com as portas fechadas", explica a proprietária de um bufê em Campo Limpo Paulista, Sheila Sanches Errera, de 42 anos.

Ela adianta que alguns representantes deste segmento desenvolveram um protocolo de segurança com base em outros planos de funcionamento levando em conta todas as medidas sanitárias e de distanciamento social estabelecidas pelos órgãos oficiais de saúde. A proposta será apresentada ao prefeito Luiz Fernando Machado na tarde de hoje (18). “Estamos sendo penalizados por uma hipocrisia sem tamanho. Entendemos que não há problemas em operarmos com quantidade reduzida de convidados. Todo o distanciamento e demais medidas de higiene serão mantidos, uma vez que os bufês operam de maneira similar aos dos restaurantes”, pontua.

O proprietário de um bufê de Jundiaí, André Cantoni, de 46 anos, conta com a compreensão da gestão municipal para reabrir as portas de seu negócio. “São cinco meses de prejuízo e não temos para onde correr. A única coisa que nós queremos é o direito de trabalhar”, argumenta, alegando que no período mais de 50 eventos foram cancelados.

Mesmo sem operar, os empresários continuam lidando com os custos fixos do negócio. “Pagamos aluguel e o pagamento dos funcionários, além disto, temos a devolução de dinheiro dos inúmeros eventos cancelados”, diz.

Ambos os empresários ressaltam a importância do ramo para a movimentação do mercado de trabalho. “Temos muitos profissionais ligados ao nosso trabalho, desde os decoradores, artistas, mágicos, animadores de festa, monitores de brinquedos, seguranças e manobristas. Todos esses profissionais também estão indiretamente sendo afetados”, reitera Sheila, que teve que desligar 12 funcionários fixos e alguns terceirizados.

EVENTOS
Mesmo sem operar no ramo direto do bufê, o empresário Rafael Sanches, de 43 anos, possui um renomado espaço de festas na cidade. Ele conta que o impacto foi profundo e inegável. "Até o momento, 39 eventos tiveram que ser adiados. Esperamos que até o final do ano possamos retomar as nossas atividades", conta.

Enquanto isso, a equipe local se mobiliza para fazer as adaptações necessárias. "Acredito que essa mudança terá que ser feita, como foi em todos os outros tipos de ambientes. Temos todos os protocolos para a retomada e estamos apenas aguardando o aval da Prefeitura Municipal para que isso se concretize", ressalta.

ORIENTAÇÕES
Procurada, a Prefeitura de Jundiaí irá se pronunciar após a reunião agendada. A secretaria de Saúde, por sua vez, ressalta que, ainda que o setor de eventos tenha que esperar a permanência da região por 28 dias na Fase Amarela, ao retomar suas atividades deverá seguir protocolos de saúde preestabelecidos. que podem ser consultados em www.saopaulo.sp.gov.br/planosp.


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