Motorista viaja 660 quilômetros 'para ser' roubado em Jundiaí


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Enganado por criminosos que fingiram contratar um serviço de transporte de carga, um motorista de 51 anos viajou com seu caminhão por sete horas e meia e mais de 660 quilômetros, de Bataguassu, no Mato Grosso do Sul, até Jundiaí, onde foi rendido e teve seu veículo com duas carretas, roubados. Após ficar por cerca de sete horas em cativeiro a vítima foi abandonada em uma estrada, em Louveira. O crime, ocorrido nesta semana, será investigado pelos policiais do 5º DP.

Antes de o levarem do imóvel para ser abandonado em Louveira, os ladrões ainda roubaram R$ 70, lhe deixando, inclusive, sem dinheiro para retornar para sua casa, além de seu aparelho celular.

O caso
O motorista, que mora em Bataguassu, contou que um homem fez contato por telefone, se apresentando como funcionário de uma transportadora, em São Paulo, querendo contratar seus serviços de transporte de carga. Durante as tratativas ficou acordado que a vítima viria até Jundiaí, em um conhecido depósito de materiais de construção, de onde levaria uma carga de telhas até um depósito em Rondonópolis-MT.

Quando chegava em Jundiaí o motorista fez contato com o suposto contratante, que repassou a ligação para outro integrante da quadrilha, de prenome Renato, e este lhe deu as coordenadas para que ele fosse até um local no bairro Engordadouro.

Ao se encontrar com Renato, este requisitou o documento do veículo, como quem fosse efetuar um cadastro, quando outro homem, “gentilmente”, segundo a vítima, disse que estacionaria seu caminhão, bem como as duas carretas atreladas ao veículo.

Logo depois foi convidado a entrar em um carro, de cor verde, onde Renato revelou se tratar de um roubo e pediu que ele ficasse calmo. Disse ainda que estava armado, mas não mostrou a suposta arma.

Ele então foi levado neste carro e, cerca de 20 minutos depois, pararam em frente a uma casa de cor azul clara, que ela não soube dizer onde fica. Ele observou que este imóvel ficava em uma comunidade com poucas casas e tinha de cinco a seis portas na parte de baixo. O motorista foi conduzido ao andar de cima, onde permaneceu por sete horas, sendo vigiado e ameaçado, porém não agredido. Depois foi levado e abandonado.

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