Coordenador da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol deixa a força-tarefa


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O coordenador da Lava Jato em Curitiba, o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Deltan Dallagnol vai deixar a força-tarefa, de acordo com o MPF.

"Após 6 anos à frente da Lava Jato no Paraná, o procurador da República Deltan Dallagnol está se desligando da força-tarefa para se dedicar a questões de saúde em sua família", informou o MPF nesta terça-feira (1º) por meio de nota.

Deltan Dallagnol assinou diversas denúncias da Operação Lava Jato, contra empresários e políticos. Entre essas denúncias, estão as que acusaram o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT).

Em uma rede social, o procurador afirmou "Sim, é verdade que estou de saída da coordenação da Lava Jato. É uma decisão difícil, mas o certo a fazer por minha família. Continuarei a lutar contra a corrupção como procurador e como cidadão. A Lava Jato tem muito a fazer e precisa do seu e meu apoio"

A estrutura da força-tarefa da Lava Jato no Paraná foi criada em abril de 2014, um mês após a primeira operação ter sido deflagrada. Desde então, segundo o documento enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), os trabalhos foram renovados sete vezes – o prazo atual termina em 10 de setembro.

Dallagnol será substituído pelo procurador Alessandro Oliveira, que ficará responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba. O ex-coordenador, por sua vez, assumirá as funções antigas de seu substituto.

Segundo comunicado, Oliveira "é membro com maior antiguidade na Procuradoria da República do Paraná a manifestar interesse e disponibilidade para coordenar os trabalhos".

Processos disciplinares
Deltan Dallagnol tem dois processos disciplinares aberto contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e que estão suspensos.

Na segunda-feira (31), a Advocacia-Geral da União (AGU) argumentou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) que há o risco de prescrição de um processo disciplinar aberto no CNMP contra Deltan Dallagnol .

Um processo prescreve quando se esgota o período previsto em lei durante o qual pode haver alguma sanção.

A AGU pediu para o ministro Celso de Mello rever a decisão que deu prazo de 15 dias para Deltan Dallagnol contestar os pareceres que pedem a continuidade de dois processos, suspensos por Mello a pedido da defesa do procurador.

Agora, a AGU apresentou um novo pedido ao Supremo.

Conforme a Advocacia, o processo que discute se Deltan Dallagnol cometeu infração disciplinar por ter supostamente tentado interferir na disputa à presidência do Senado com postagens contra o senador Renan Calheiros (MDB-AL) deve prescrever no dia 10 de setembro.

Caso os efeitos da decisao do ministro sejam suspensos, de acordo com a AGU, nao haverá prejuízo imediato ao procurador.

Ao suspender a tramitação do processo, Mello entendeu que havia problemas na tramitação do processo no conselho e ressaltou que membros do MP têm liberdade de expressão. O ministro está de licença e deve voltar ao STF no dia 11 de setembro.

A AGU pede ainda que, diante do afastamento de Celso, o processo seja enviado para avaliação de outro ministro – nesse caso, a análise caberia a Gilmar Mendes.

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