Mais de quatro mil pessoas foram detidas pela polícia durante manifestações em diversas cidades da Rússia, neste domingo (31), segundo a organização de monitoramento de protestos OVD Info. Os manifestantes exigem a libertação de Alexei Navalny, líder da oposição contra o presidente Vladimir Putin. Ele está preso desde o dia 17, quando voltou ao país.
Só em Moscou, foram mais de 2.700 pessoas detidas. Entre elas, a esposa do opositor, Yulia Navalny, que foi presa a caminho de uma manifestação, de acordo com meios de comunicação da oposição.
As autoridades adotaram medidas de segurança sem precedentes no centro da capital, fechando estações de metrô próximas ao Kremlin, cortando o tráfego de ônibus e fechando restaurantes e lojas.
Navalny estava na Alemanha se recuperando de uma tentativa de assassinato por envenenamento. Ele acusa Putin de ter ordenado o seu assassinato, o que o governo russo nega.
REPERCUSSÃO
No Twitter, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, criticou a repressão às manifestações por meio do "uso persistente de táticas brutais" e pediu a libertação de todos os que foram presos, "incluindo Alexei Navalny".
Em resposta aos EUA, o ministério das Relações Exteriores russo classificou as acusações como "interferência grosseira nos assuntos internos" da Rússia.
Mais tarde, o chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, denunciou em um tuíte "as prisões em massa" e o "uso desproporcional da força" contra manifestantes e jornalistas, e afirmou que "a Rússia precisa cumprir seus compromissos internacionais. "