A obra "E a Nave vai", primeira realização audiovisual do Teatro Inominável, faz curta temporada que tem início hoje (26) e vai até sábado (29), às 19h, no YouTube.
As grandes paixões têm o poder de provocar o descontrole e tirar o sujeito de seu próprio comando. Nesse estado de apaixonamento, a obra questiona as atitudes inusitadas ou nada saudáveis que são tomadas pela emoção e até que ponto é possível domar um afeto e tomar a melhor decisão para si mesmo.
Com dramaturgia e direção de Diogo Liberano, o filme apresenta o apaixonamento entre Mocinho e Gatão, que se conhecem e querem estar juntos, mas não pelos mesmos motivos. O projeto tem patrocínio do Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, por meio da Lei Aldir Blanc.
A primeira encenação teatral de "E a Nave vai" estreou em 2019, na Itália, apresentada em diversas cidades italianas e em Buenos Aires, Argentina. No Brasil, o projeto que teria temporada presencial em teatros cariocas ganhou a versão audiovisual para ser apresentado durante a pandemia.
O ator Márcio Machado interpreta Gatão, um homem de quarenta e poucos anos com medo do passado, enquanto Gunnar Borges interpreta Mocinho, um homem com trinta e poucos anos com medo do futuro. Entre eles, há um terceiro personagem interpretado por Andrêas Gato: a Nave, automóvel com espaço interior para apenas duas pessoas e que, muitas vezes, parece enxergar aquilo que os outros dois não percebem.
A trama de "E a Nave vai" foi inspirada em história vivida pelo diretor Diogo Liberano, porém, remodelada poeticamente para abrir aos espectadores indagações sobre como podemos ou não lidar com fortes afetos.
A obra pode ser vista em https://www.youtube.com/TeatroInominável