Por Fábio Estevam - Para que seja dado início imediato às investigações da Polícia Civil, sobre a suspeita de estupro envolvendo um instrutor esportivo, de 40 anos, que trabalha em um projeto social em Jundiaí, contra uma adolescente de 16 anos, denunciado nesta segunda-feira (6), na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), a delegacia Seccional designou o caso para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Isso porque a DDM ficou, repentinamente, sem delegado responsável.
Além do caso em questão, a Polícia também deve ampliar o campo de investigação para alcançar outras possíveis vítimas, já que ele também é atualmente professor de capoeira em pelo menos duas escolas particulares da cidade - mantendo contato frequente com muitos adolescentes -, é professor da modalidade em um grupo oficial de capoeira, e já deu aula em pelo menos outras oito escolas particulares, seis delas em Jundiaí e duas em São Paulo. Por ora, um dia após as denúncias, a reportagem apurou que não há outras vítimas.
Nesta terça-feira algumas pessoas relacionadas ao caso já foram ouvidas na delegacia e, segundo o delegado Rafael Diorio, o caso está bem encaminhado nas investigações. “Mas não posso dar nenhum detalhe, pois corre em segredo de Justiça”.
Além de estupro, o instrutor também está sendo investigado por ameaça contra a menina, e por fornecer substância viciante (cerveja) à ela. Os crimes, segundo ela, ocorreram no último sábado (4), à tarde, após as aulas do projeto, que funciona em um equipamento publico municipal, mas que não pertence à Prefeitura.
DDM
Com a recente licença tirada pela delegada titular Rubia Braz Scarpa Fleming, a DDM passou a ser liderada, temporariamente, pela delegada Aline Bonchristiani, de Itatiba. No entanto, nesta terça-feira (7) ela precisou se afastar por problemas de saúde, o que deixou a delegacia especializada sem delegado, de forma repentina. Com isso, para que o caso de estupro não fique parado, a DIG assumiu.
RELEMBRE SOBRE A DENÚNCIA
Instrutor em projeto social é investigado por estupro em Jundiaí