O Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou por unanimidade o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência e o do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) para a vice na chapa nas eleições de outubro em convenção nacional da legenda realizada ontem (21), em São Paulo. E delegou à executiva os encaminhamentos necessários junto à federação entre PT, PCdoB e PV.
A convenção nacional da sigla se limitou a uma reunião da executiva nacional do partido. O ex-presidente não participou da convenção, que foi fechada à imprensa. Ele cumpre agendas no Recife, em Pernambuco.
Em seguida, ainda ontem, foi realizada em São Paulo a convenção da federação entre os partidos PT, PCdoB e PV, composta por 18 integrantes. A avaliação de petistas é que é preciso manter o diálogo com partidos para ampliação do leque das alianças em um eventual segundo turno.
Ainda de acordo com membros do partido, só em setembro será possível mensurar o impacto da PEC com ampliação de benefícios sociais aprovada no Congresso com iniciativa do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Por causa da polarização que marcará o pleito deste ano, petistas afirmam que é possível, nos próximos meses, também atrair votos dos indecisos.
Com a oficialização da candidatura, Lula deverá priorizar agendas em estados que a campanha definiu como prioritários, entre eles Paraná, Pernambuco e Bahia, além dos estados do Sudeste.
A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) afirma que o partido nem discute se a eleição será resolvida em primeiro ou segundo turno. "Qualquer turno é nosso", diz. Para ela, o que é preocupante no momento é a escalada de violência política e as ameaças de raiz golpista de Bolsonaro e seus aliados.
A parlamentar diz ainda que é preciso atuar para que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), permita que um debate sobre esses rompantes seja realizado no Congresso. "Se o Lira quer ficar na canoa, que fique sozinho. Deixe o poder [institucional] para nós."
Antes de a reunião começar, a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que o encontro seguiria rito protocolar. "Acordamos entre os partidos [da coligação], que se fosse para [Lula] participar da [convenção] do PT, todos os outros também iam querer. Nós acordamos que faríamos protocolarmente as nossas convenções e a convenção que participaríamos seria a do PSB, que vai homologar a candidatura de Alckmin para vice", disse.
A convenção nacional do PSB será realizada no próximo dia 29, em Brasília. Lula irá participar do encontro.
(Folhapress)