Comemora-se a 5 de agosto, sexta-feira próxima, o Dia Nacional da Saúde por ser a data de nascimento do sanitarista Oswaldo Cruz, em 1872, um importante personagem na história do combate e erradicação das epidemias da peste, febre amarela e varíola no Brasil no começo do século XX. Foi responsável pela da fundação da Academia Brasileia de Ciências e da criação de um importante instituto que tem hoje o seu nome e que visa estudar doenças epidêmicas.
A celebração tem o objetivo de ressaltar a importância da educação sanitária, transformando-se também numa excelente oportunidade de conscientização e realização de promoções que enfatizam a importância do cuidado com a saúde humana e, principalmente, de que em nosso país é quase que permanentemente desleixada por nossas autoridades, provocando uma situação caótica e vergonhosa na área em todo o território nacional.
Com efeito, os reflexos dessa situação são evidenciados todos os dias: filas em postos de saúde e hospitais; marcação de consultas e de cirurgias com longos períodos de espera; hospitais com tecnologia desatualizada e sucateada; profissionais nem sempre atualizados, muitas vezes em decorrência do excesso de horas de trabalho mal remunerado, que impede disponibilidade de tempo e recursos econômicos para sua imprescindível reciclagem; atendimento precário de portadores de moléstias graves; doentes praticamente largados em corredores das instituições e muitos outros exemplos desoladores.
Reiteramos que, dentre os inúmeros e sérios problemas que afetam e prejudicam o setor, talvez o mais grave se constitua no fato de o sistema atual transformá-lo de um direito de cidadão constitucionalmente garantido em um privilégio econômico, acessível a poucos e, perante a fragilidade dos órgãos públicos, proliferam os planos de saúde da área privada. E, apesar de se revelar numa incumbência pública, o que se vislumbra uma enorme distorção que também evidencia a dramática característica da desigualdade, inerente a outros aspectos sociais de igual relevância.
Uma concepção moderna de saúde indica que ela se constitui no bem-estar do indivíduo nos aspectos físico, mental e social. Por isso, o Dia Nacional da Saúde serve para lembrar a todos que ela é coisa séria e, como tal, deveria ser tratada, pois ao contrário, revela-se em fiel depositária de muitas das mazelas sociais, como constantemente podemos verificar em todos os rincões brasileiros.
O saudoso Dom Luciano Mendes de Almeida destacou certa vez que "toda pessoa tem direito à estima e ao respeito, mais ainda quando enferma e incapaz de tratar de si própria. Necessita de amparo, de assistência médica, de presença amiga e de conforto espiritual". A saúde como direito fundamental em nosso país ainda trilha um longo caminho a sua concretização.
SELO POSTAL, SÍMBOLO NACIONAL - Comemora-se a 1 de agosto o Dia Nacional do Selo, que, ao lado da Bandeira, das Armas e do Hino, é um dos símbolos nacionais. Foi nessa data, em 1843, que foram publicados os primeiros selos no Brasil - a famosa série Olho-de-Boi.
Eles são muito importantes pois se constituem em instrumentos de comprovação do pagamento de taxas de correspondências e suas estampas dos mais variados temas encantam os colecionadores, denominados filatelistas. Perdeu parte de sua função diante da internet, já que a comunicação "on-line" é eficiente e imediata, aspectos que se distanciam dos atuais serviços da Empresa de Correios e Telégrafos brasileira. Mas ainda são muito considerados, pois, como expressou Josh Billings, "suas utilidades consistem na habilidade de aderirem a algo até que atinjam seu destino".
JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. É ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas. Autor de diversos livros.