TRÁFICO DE DROGAS

Polícia e MP destroem plantação de maconha em ONG da região

Por Fábio Estevam | Polícia
| Tempo de leitura: 2 min
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A operação conta com uso de tratores e caminhões
A operação conta com uso de tratores e caminhões

A Polícia Civil e o Ministério Público (MP), com apoio da Polícia Militar, realizam na tarde desta sexta-feira (28), uma grande operação para destruir uma plantação de maconha com mais de 500 plantas em uma organização não governamental (ONG), em Itupeva. A plantação foi descoberta pela PM na última terça-feira (25), ocasião em que três pessoas foram presas em flagrante. Posteriormente, os três tiveram a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva durante audiência de custódia.

A operação conta com o apoio de tratores e caminhões da Prefeitura de Itupeva para a destruição da plantação e a remoção da droga para um local não divulgado.

Segundo a polícia e Justiça Federal, a maconha estava sendo cultivada de forma irregular no imóvel.

ENTENDA O CASO

Três homens foram presos pela Polícia Militar por suspeita de tráfico de drogas e de descumprimento de decisão judicial relacionada ao cultivo de maconha para fins medicinais de uso próprio.

Eles afirmaram integrar a ONG e apresentaram decisões de habeas corpus que autorizavam o cultivo da cannabis para uso terapêutico exclusivamente em suas respectivas residências. Dessa forma, a plantação mantida na entidade era considerada irregular. Durante a fiscalização, as equipes constataram um cultivo em "escala exorbitante", além de uma estrutura completa de laboratório destinada ao processamento da droga.

Durante a ocorrência, uma associada da ONG informou aos policiais militares que o extrato de cannabis era comercializado no local por R$ 370 a unidade.

Foram apreendidos 571 pés de maconha, mais de 5 quilos de maconha já ensacada, 10 litros de extrato, 195 gramas de raízes, 151 frascos de extrato sublingual, oito pomadas, 19 frascos de óleo e nove galões de estimulantes.

Os três suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), onde prestaram depoimento e permaneceram presos em flagrante.

JUIZ FEDERAL

Em entrevista ao Jornal de Jundiaí, José Eduardo de Almeida Leonel Ferreira, juiz da 2ª Vara Federal de Jundiaí e responsável por conceder aos investigados autorização para o cultivo de cannabis em pequena quantidade, exclusivamente em suas residências e para produção de medicamento de uso pessoal, esclareceu que a prisão dos suspeitos não decorreu de determinação da Justiça Federal. "Eles não estão presos por minha ordem. Estão presos porque desobedeceram uma decisão judicial. Quem efetuou a prisão em flagrante foi a Polícia Militar, e ela foi ratificada pela Polícia Civil. A Justiça Federal atua em casos de tráfico internacional. O que está sob minha competência é apenas o pedido de autorização para plantio, e estou deixando claro que essa autorização nunca foi concedida. Não era para existir plantio na ONG, muito menos uma plantação com mais de 500 pés. Fiz questão de comunicar isso ao juiz responsável pelo flagrante, porque os investigados utilizaram uma autorização individual, destinada ao cultivo residencial de poucas plantas para fabricação de medicamento de uso próprio, para tentar colocar sobre a Justiça uma responsabilidade que ela não tem. Isso caracteriza má-fé", afirmou.

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