Meio de transporte que existe desde o século XIX, a bicicleta revolucionou os deslocamentos de pessoas ao redor do mundo. Até então, além das caminhadas, os animais eram amplamente utilizados como meio de transporte. A tração animal, porém, foi substituída pela humana, de uma forma mais ágil e otimizada que o simples andar: pedalar.
Nesta quarta-feira (19), é celebrado o Dia Nacional do Ciclista, data de comemoração para os amantes da boa e velha bicicleta. É bem verdade que nem todas as pessoas sabem pedalar, ou até sabem, mas acham que a atividade é cansativa ou não é segura. Por outro lado, há ciclistas ávidos que, diariamente, pedalam. Na Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ), 4.889 pessoas usam a bicicleta diariamente para ir ao trabalho.
O número é do Censo 2022 do IBGE e mostra que, na região, a quantidade de ciclistas ainda é bastante baixa. No Brasil, 6,25% dos entrevistados no Censo disseram usar a bicicleta para o deslocamento ao local de trabalho. Na RMJ, apenas 1,42% faz uso deste transporte.
Alguns fatores podem pesar na decisão de não usar bicicleta, como o conforto, distâncias mais longas, topografia e também infraestrutura adequada. Na RMJ, apenas 2,04% dos entrevistados afirmou haver via sinalizada para bicicleta onde moram. No Brasil, o percentual é timidamente melhor, 2,08% dos entrevistados disse haver ciclovias ou ciclofaixas onde moram.
E agora, além das tradicionais bicicletas, o pouco espaço destinado a este transporte é dividido com as bicicletas elétricas ou autopropelidos. Em Jundiaí, por exemplo, ainda não há autorização específica para o uso de ciclovias, ciclofaixas ou calçadas por veículos autopropelidos que alcançam até 32 km/h. No entanto, esses veículos não podem circular em vias cuja velocidade seja de mais de 40km/h.
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