Justiça mantém presos suspeitos de furtar fiação de funilaria em Jundiaí
A Justiça converteu em prisão preventiva a detenção em flagrante dos dois homens suspeitos de furtar a fiação elétrica de uma funilaria na região da Vila Progresso, em Jundiaí. O crime ganhou grande repercussão após as proprietárias do estabelecimento, quatro irmãs empresárias do ramo automotivo, relatarem o prejuízo nas redes sociais e pedirem ajuda para localizar os responsáveis.
Com a ampla divulgação do caso, as forças de segurança intensificaram as buscas e a Guarda Municipal conseguiu localizar e prender os suspeitos ainda em situação de flagrante. Eles passaram por audiência de custódia, na qual o juiz decidiu manter ambos presos preventivamente.
Na decisão, o magistrado destacou a extensa ficha criminal dos investigados, que já possuem antecedentes e condenações. Segundo o juiz, a prisão é necessária para garantir a ordem pública e impedir a continuidade da prática criminosa.
Após a audiência, os dois foram encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Jundiaí, onde permanecerão recolhidos até nova decisão judicial.
ALÍVIO
Com a recuperação dos fios e a mobilização popular sobre o caso, as vítimas agradeceram por meio das redes sociais. "É muito bonito perceber que uma situação tão desagradável também foi capaz de mostrar o quanto existem pessoas dispostas a ajudar e se sensibilizar com a história de uma empresa da cidade. Agora é seguir com a reforma, colocar tudo novamente no lugar e continuar os preparativos."
RELEMBRE O CASO
O furto ocorreu na madrugada da última quarta-feira (12), quando criminosos invadiram o galpão que abrigará a nova unidade da funilaria e arrancaram toda a fiação elétrica recém-instalada.
As quatro irmãs proprietárias haviam alugado o imóvel na Vila Agrícola, região da Vila Progresso, para ampliar a empresa diante do aumento da demanda pelos serviços. O prédio, que permaneceu desativado por anos, passou por uma ampla reforma antes da mudança.
Segundo as empresárias, o imóvel já havia sido alvo de furtos anteriormente, quando criminosos levaram o poste padrão, o medidor de energia e toda a instalação elétrica existente.
Após regularizar o fornecimento de energia junto à CPFL, elas investiram cerca de R$ 38 mil na nova instalação elétrica, sendo aproximadamente R$ 28 mil apenas em fios e cabos, além dos custos com mão de obra.
Com a reforma praticamente concluída e a reinauguração prevista para a semana do dia 20, as irmãs chegaram ao galpão e encontraram o imóvel arrombado e sem energia. Toda a fiação havia sido arrancada durante a madrugada. "Investimos R$ 28 mil apenas na fiação e mais R$ 10 mil em mão de obra. Tudo foi conquistado com muito esforço".