A Secretaria de Saúde de Itatiba reforça as orientações à população para a prevenção da febre maculosa. A doença é transmitida pela picada de carrapatos, principalmente o carrapato-estrela, infectados com bactérias do gênero Rickettsia rickettsii.
A prevenção é a principal forma de evitar a doença, que tem elevada taxa de letalidade (60%) se não tratada rapidamente. Embora o carrapato-estrela, principal transmissor da doença, esteja presente no ambiente durante todo o ano, o período de maior atenção ocorre no período de estiagem, que pode ir até novembro, quando há maior presença das formas imaturas do carrapato, conhecidas como micuins.
Muito pequenos, medindo milímetros, os micuins são a fase de larva do carrapato-estrela, e podem passar despercebidos ou até serem confundidos com partículas de poeira ou barro, facilitando o contato com as pessoas durante a permanência em áreas de vegetação. O parasita pode ser encontrado geralmente em animais silvestres, como capivaras e também cavalos e bois. Pode-se encontrá-lo em grama, arbustos, parques, trilhas, matas e locais onde há presença de animais silvestres.
Os sintomas da infecção podem aparecer entre dois a 14 dias após a picada. Os principais são febre, náusea e vômito, dor muscular, dor de cabeça, desânimo, manchas avermelhadas pelo corpo e pequenas hemorragias na pele.
Ampliando a conscientização
Até o momento, Itatiba não registra casos de febre maculosa em 2026. Ainda assim, é importante a prevenção e atenção aos sintomas neste período de maior circulação do carrapato.
"Neste período, reforçamos as ações de prevenção e orientação, tanto junto à população quanto às equipes de saúde. O objetivo é ampliar a conscientização sobre a doença, estimular os cuidados para evitar o contato com o carrapato e garantir que casos suspeitos sejam identificados e atendidos o mais rapidamente possível", explica o secretário-adjunto de Vigilâncias em Saúde, Ulisses Geraldini Jr.
Ações de prevenção e monitoramento
Durante o período de sazonalidade, o Departamento de Vigilâncias em Saúde de Itatiba intensifica a atualização das equipes sobre os sinais e sintomas da doença, os protocolos de atendimento e a notificação de casos suspeitos.
O trabalho também inclui o monitoramento de áreas de risco, com buscas acarológicas para identificar e acompanhar a presença do carrapato-estrela, além de visitas aos locais já sinalizados para verificar a manutenção das placas de alerta e das orientações à população.
As ações são desenvolvidas em conjunto com o Centro de Controle de Zoonoses e Endemias (CCZE) local, fortalecendo a vigilância e a prevenção da febre maculosa no município.
Cuidados
A Vigilância em Saúde orienta a população a evitar áreas com mato alto sempre que possível. Caso seja necessário frequentar esses locais, a recomendação é utilizar roupas claras e que cubram a maior parte do corpo, além de verificar cuidadosamente o corpo após a atividade para buscar identificar a presença de carrapatos. Também se recomenda o uso de botas e calça comprida - com parte inferior colocada para dentro das meias.
Estando em local suspeito, é recomendado examinar o próprio corpo a cada três horas. Caso encontre um carrapato preso à pele, a orientação é removê-lo com cuidado e com o auxílio de uma pinça, evitando esmagá-lo para diminuir as chances de contaminação. Após a remoção, lavar bem as mãos e o local da picada. Quanto mais rápido for retirado, menor a chance de infecção.
Atenção aos sintomas
Entre os principais sinais da febre maculosa estão febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, mal-estar - sintomas semelhantes aos de uma gripe forte - e, em alguns casos, manchas avermelhadas na pele.
Ao apresentar esses sintomas após frequentar áreas de risco, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde e informar ao profissional sobre a possível exposição ao carrapato, facilitando a investigação e o diagnóstico, pois a febre maculosa é facilmente tratada quando diagnosticada no início. Caso tenha tido contato com o carrapato, passados 15 dias, sem a aparição de sintomas, está descartada a possibilidade de ter adquirido a doença.