OPINIÃO

O perdedor da casa branca

Por Paulo Panossian |
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O presidente Donald Trump, cujas controversas iniciativas frequentemente geram instabilidade global e dividem a opinião pública norte-americana, acumula também um histórico de reveses políticos. No episódio mais recente, Trump interveio junto à Fifa para tentar anular a suspensão do jogador norte-americano Folarin Balogun, expulso na partida contra a Bósnia.

O pedido acabou infelizmente sendo acatado pelo presidente da entidade, Gianni Infantino, permitindo que Balogun entrasse em campo contra a Bélgica na última segunda-feira, dia 6.

O desfecho, contudo, não foi o esperado: a seleção dos EUA sofreu uma goleada por 4x1 e foi eliminada da competição, transformando a interferência política em mais um desgaste para a imagem da Casa Branca. Esse cenário de insucessos se estende à esfera internacional e doméstica.

Ao tensionar os conflitos e promover uma retórica de guerra contra o Irã, o governo norte-americano colhe mais tensões do que vitórias estratégicas. Como reflexo, as pesquisas de opinião mostram um derretimento na avaliação popular de Trump, o que começa a prejudicar seriamente a imagem do Partido Republicano perante o eleitorado.

Diante de tantas crises na política e na diplomacia, a única vitória recente que Donald Trump parece celebrar é de ordem estritamente pessoal: sua declaração de que faturou mais de US$ 1,4 bilhão (cerca de R$ 7,2 bilhões) com negócios e ativos de criptomoedas. Um dado que, para muitos, define as verdadeiras prioridades de seu perfil.

 

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