MELHOR IDADE

Vôlei adaptado une atividade física e socialização em Jundiaí

Por Redação | Prefeitura de Jundiaí
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação / Prefeitura de Jundiaí
Para além das modalidades competitivas, o esporte promove bem-estar físico e emocional e constrói amizades, como acontece como voleibol adaptado
Para além das modalidades competitivas, o esporte promove bem-estar físico e emocional e constrói amizades, como acontece como voleibol adaptado

Para muitas pessoas, o esporte é um grande remédio que ajuda a evitar e combater males do corpo de da mente. Para Mafalda Casarin, de 84 anos, aluna do programa Esporte Maior, da Secretaria de Esporte e Lazer (Smel) da Prefeitura de Jundiaí, praticar atividade física é muito mais do que isso. “O esporte para mim é tudo. Me faz sentir bem, com saúde, e agrega amizades. Me sinto nova fazendo ginástica corporal e vôlei adaptado”, admitiu.

O voleibol adaptado é uma das modalidades que atendem diferentes faixas etárias, com destaque para as categorias da melhor idade (60+ e 70+). Além de incentivar a prática esportiva, a modalidade promove qualidade de vida, bem-estar e convivência social. Com regras adaptadas para garantir a segurança dos participantes, o esporte prioriza movimentos de baixo impacto e a preservação das articulações, incluindo a proibição de saltos, a realização do saque por baixo e a ausência de rotações durante as partidas.

Nascida em Jarinu, Mafalda mora em Jundiaí há mais de sete décadas, quatro delas fazendo atividade física. Passou a valorizar ainda mais o esporte depois de se curar de um câncer de mama e superar uma separação difícil. Em 1996, ela teve o diagnóstico da doença, passou por cirurgia e, dois meses depois, voltou a fazer esporte. “Meu professor na época tinha perdido a mãe com a mesma doença. Então ele me incentivou muito. O médico me autorizou a voltar para o esporte dentro do meu limite. Foi o que fiz. Isso me deu um ânimo enorme.”

Ela é aluna do professor Marcelo Duarte Nitsch, treinador do Time Jundiaí feminino de vôlei adaptado. O educador esportivo e técnico da equipe masculina, José Antônio Pires, é o auxiliar de Marcelo no dia a dia do elenco feminino. “A Mafalda mostra que idade é apenas um número. Ela esbanja vontade de viver. É muito querida por todos, pelo alto astral e a forma que encara a vida, sem medo”, diz Pires. “Falar da Dona Mafalda é muito fácil. É prestar uma homenagem a uma pessoa iluminada, feliz e criativa. Quem convive com ela sente a força de vida que a Mafalda tem. Eu a conheço há 30 anos e tenho por ela grande admiração. Sempre foi proativa, colaborativa e com sorriso fantástico no rosto. Nos faz acreditar que a vida vale a pena. Eu é que sou aluno dela no aprendizado do que é viver”, emenda Marcelo.

Para Mafalda, a cabeça sempre deve ser guia. Encarar dificuldades deve nortear a vida, por maiores que elas sejam. Como ela fez em relação à doença. “Tem gente nesta situação que acha que morrerá amanhã. Eu fui para frente e estou aqui até hoje. O esporte foi uma terapia e me ajudou a superar o problema, me colocou lá pra cima”, continuou.

Professores e amigos

Os professores Marcelo e Pires e as colegas Rachel e Clarina são especiais para a aluna do Time Jundiaí. “Adoro todos eles e sou grata pelo apoio que me deram. São professores e grandes amigos meus. Se eu preciso de alguma coisa, recorro aos amigos do Time Jundiaí, que é um timaço! Eu e minhas colegas não fazemos apenas esporte. Viajamos juntas, passeamos, comemos pizza e tomamos café juntas”, completou Mafalda.

Comentários

Comentários