A caseira Maria das Graças Santos Ramos foi morta por enforcamento, conforme aponta um laudo preliminar requisitado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí. Segundo a polícia, a idosa, de 64 anos, que trabalhava em um sítio em Cabreúva, foi assassinada pelo colega de trabalho que atuava no mesmo local e que, inicialmente, chegou a procurar a polícia para registrar o boletim de ocorrência sobre o desaparecimento dela. O homicídio ocorreu em 14 de abril deste ano e, desde então, a vítima era considerada desaparecida. O suspeito foi preso na terça-feira (22).
Também nesta semana, o suspeito teve a prisão temporária convertida em preventiva durante audiência de custódia, a pedido do delegado Roberto Souza Camargo Junior, e deverá permanecer preso até o julgamento.
De acordo com o delegado, Maria das Graças foi enforcada e morta no próprio sítio onde trabalhava. Em seguida, o corpo foi transportado em um veículo até uma área de mata em Itupeva, onde foi abandonado.
As investigações apontaram ainda que a motivação do crime teria sido uma discussão relacionada ao trabalho.
A PRISÃO
Num primeiro momento, o homem apontado como autor do assassinato se mostrou colaborativo durante os depoimentos prestados à polícia. No entanto, à medida que as investigações da DIG avançavam e novas testemunhas eram ouvidas, as suspeitas sobre ele se intensificaram. Em novos interrogatórios, o caseiro passou a apresentar contradições.
Após reunir elementos considerados suficientes de autoria, o delegado Roberto Junior solicitou à Justiça a prisão temporária do suspeito, que foi autorizada. Nesta semana, o mandado foi cumprido e, novamente confrontado com as provas reunidas pela investigação, ele acabou confessando o crime e indicando aos policiais o local onde havia ocultado o corpo.
O suspeito foi encaminhado ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista, onde passou a noite. No dia seguinte, durante audiência de custódia, teve a prisão preventiva decretada, atendendo também a pedido do delegado responsável pelo caso. “Para nós, o caso está concluído e elucidado. Dependemos apenas de alguns resultados de laudos periciais para relatar o inquérito à Justiça”, afirmou o delegado, que indiciou o investigado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.