REPRESENTAÇÃO

Vereadores tentam elevar projetos à Câmara Federal e à Alesp

Por Alan Cavalieri |
| Tempo de leitura: 4 min
Até o momento, pelo menos seis vereadores de Jundiaí já lançaram suas pré-candidaturas
Até o momento, pelo menos seis vereadores de Jundiaí já lançaram suas pré-candidaturas

Até o momento, pelo menos seis vereadores de Jundiaí já tiveram seus nomes colocados como pré-candidatos às eleições de 2026, sendo quatro para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e dois para a Câmara dos Deputados. São pré-candidatos a deputado estadual Dika Xique-Xique (Podemos), Edicarlos Vieira (União Brasil),  Faouaz Taha (PSD) e Leandro Basson (Podemos). Já na disputa para deputado federal, são pré-candidatos os vereadores Cristiano Lopes (PP) e Romildo Antonio (PDT). 

A movimentação ocorre em meio à tentativa de recuperar a representatividade política da Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ) que não elege deputados estaduais ou federais com base regional desde 2014. O cenário abre uma nova disputa pelo eleitorado da região e reacende o debate sobre a necessidade de representantes locais na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. 

Entre os nomes já colocados entre os parlamentares, Cristiano Lopes (PSD), foi o último vereador a anunciar a pré-candidatura. Lopes afirma que pretende levar para Brasília pautas voltadas ao empreendedorismo, à geração de empregos e à desburocratização. Segundo Cristiano, a experiência acumulada pode contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos pequenos negócios e da economia regional. “Precisamos criar oportunidades para quem quer trabalhar, empreender e gerar empregos. O pequeno empresário precisa ser valorizado e apoiado, porque é ele quem movimenta a economia das cidades”, afirmou o pré-candidato.

Também candidato à Câmara Federal, Romildo Antônio (PDT) afirmou que levará à Câmara dos Deputados temas como, “garantia dos direitos dos trabalhadores, moradia social, saúde, desenvolvimento sustentável da cidade” e que deve “lutar por melhoria de crédito para os pequenos comerciantes de maneira geral”. 

Nas redes sociais, o presidente da Câmara Municipal, Edicarlos Vieira (União), já vem apresentando pautas que pretende defender na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. O vereador tem reforçado a necessidade de ampliar a representatividade da Região que não elege deputados estaduais ou federais desde 2014. “Acredito muito que a política, lá na Assembleia Legislativa, precisa ter a cara de quem vive a realidade dos bairros”. Vieira defende investimentos em mobilidade regional, fortalecimento da saúde pública, ampliação da habitação popular, preservação da Serra do Japi e mais recursos para educação e inovação na região.

Também pré-candidato a deputado estadual, Dika Xique-Xique (Podemos) afirma que suas principais bandeiras são a inclusão social e o incentivo ao esporte. O vereador também destaca a saúde como uma das áreas prioritárias de atuação. Segundo ele, caso seja eleito para a Assembleia Legislativa, pretende buscar recursos por meio de emendas parlamentares para atender demandas. “A inclusão social é nossa principal bandeira, sem deixar de lado o esporte e a saúde, que continua sendo um dos grandes gargalos enfrentados pela população”, afirmou.

Faouaz Taha (PSD) afirmou que a candidatura à Assembleia Legislativa tem como objetivo ampliar a representatividade da Região Metropolitana de Jundiaí no Estado com  pautas que já defendeu citando “luta pela causa animal, mais castração, rotas esportivas com pontos de hidratação e defesa dos idosos. O vereador acrescenta que é preciso "colocar a região como protagonista na busca por recursos e serviços", em referência ao fato de a Região Metropolitana de Jundiaí estar há mais de uma década sem um representante próprio na Assembleia Legislativa.

Em pré-campanha para deputado estadual, Leandro Basson (Podemos), tem como principais bandeiras o enfrentamento à dependência química e a segurança pública. Entre as propostas já apresentadas estão a criação de um centro especializado para atendimento de dependentes químicos, com possibilidade de internação compulsória nos casos previstos em lei, além da integração entre assistência social e segurança pública para combater furtos e a degradação de espaços urbanos. Procurado pela reportagem para detalhar suas principais propostas para a disputa eleitoral, o vereador não retornou até o fechamento desta edição.

Para o cientista social André Ramos, o número elevado de candidatos na disputa por cargos de deputado não significa, necessariamente, uma divisão automática dos votos. Segundo ele, o impacto eleitoral dependerá da estratégia adotada por cada candidatura e dos objetivos traçados durante a campanha. Ramos avalia que diferentes cenários podem surgir ao longo do pleito e destaca que as articulações políticas também influenciam o resultado. “Nesse contexto, a estratégia pode tirar, dar ou dividir votos, assim como prejudicar ou ajudar um candidato específico. Um candidato pode entrar na disputa com inúmeros objetivos, independentemente de ganhar ou perder a eleição”, afirma.

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