Caro leitor, hoje eu venho expor a minha indignação. Como todos sabem, sou Psicopedagoga e Neuropsicopedagoga em uma ONG chamada A casa do Ney. Nesta ONG, atendemos crianças e adolescentes PCD's. Atendemos crianças e adolescentes com TEA, TDAH, TOD, DI, DISLEXIA etc.
Conhecemos muito bem os desafios que essas crianças e adolescentes, bem como as suas famílias, passam. São lutas diárias e constantes, noites em claro, emocional abalado, preconceito, discriminação, humilhação.
Além de tudo isso, ainda há as leis não cumpridas, mesmo que haja direitos garantidos. Enfim, são lutas que parecem não terem fim. E mesmo com todo esse doloroso contexto, ainda existem pessoas, principalmente adolescentes sem noção, sem empatia, sem respeito, que utilizam o termo autismo como xingamento.
Caro leitor, aonde vamos parar com essa total falta de amor ao próximo? Com essa total falta de consideração às dificuldades do outro? Infelizmente, vivemos em uma sociedade que, em muitas famílias, a empatia e o respeito não fizeram e não fazem parte do contexto familiar. Os filhos são resultados do que observam no seio familiar.
Quando a criança cresce em um ambiente no qual o preconceito, a discriminação, a falta de respeito, a falta de empatia e a humilhação para com os menos favorecidos é hábito, o resultado é um adolescente sem capacidade emocional para lidar com o que é diferente de si e da sua família e consequentemente, tornando-se um adulto egoísta e intolerante.
Quando vemos adolescentes ou adultos ridicularizando pessoas que possuem algum tipo de deficiência, o sentimento é de revolta. Isso me deixa enojada. É preciso que medidas sejam tomadas. Que as escolas elaborem um plano de conscientização dentro dos seus espaços para conscientizar crianças e adolescentes a entenderem e compreenderem os desafios que uma pessoa com autismo enfrenta.
É imprescindível que as famílias também conscientizem os seus filhos e os orientem sobre o respeito ao próximo e a empatia com as dificuldades do outro. Se esse plano de conscientização for trabalhado por todos, os resultados serão satisfatórios. Pense nisso!
Micéia Izidoro é Psicopedagoga Clínica e Institucional e Neuropsicopedagoga Clínica, pós- graduada em ABA e estudante de Neuropsicanálise