Com o anúncio do Governo Federal quanto ao novo modelo de crédito que deve ampliar o acesso à casa própria e estimular o mercado imobiliário em todo o país, profissionais do ramo celebram a medida e se preparam para um aquecimento do mercado nos próximos meses. Em Jundiaí, por exemplo, segundo adianta o presidente da Associação das Empresas e Profissionais do Setor Imobiliário de Jundiaí e Região (Proempi), Fernando Sampaio Rodrigues, a tendência é que regiões que compreendam o centro urbano, Vila Arens, Ponte São João e rua do Retiro possam ser beneficiadas.
“São locais com imóveis na faixa de R$ 500 mil a R$ 2,25 milhões, o que engloba os valores previstos para financiamento com essa nova medida, muito positiva para o mercado. Hoje, quem tem uma renda familiar entre R$ 12 mil e R$ 20 mil, que faz parte da classe média, enfrenta taxas de juros muito altas, em torno de 15% ao ano. Com essa nova medida, a taxa cai para até 12% ao ano, o que ajuda a reduzir o valor das parcelas e facilita o acesso ao crédito”, explica Rodrigues que também representa o Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Administração de Imóveis (Secovi).
Além do aumento no valor máximo financiável pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que foi de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, e das taxas de até 12% ao ano, a nova medida prevê que o valor do financiamento volte a ser de até 80% do total do imóvel, possibilitando uma entrada de até 20% do montante.

Viana Neto crê que medida tenha tudo a ver com perfilde Jundiaí
POUPANÇA
Outro ponto central da mudança é que os bancos poderão, gradualmente, usar até 100% dos recursos da poupança para financiar imóveis. Antes, o limite era de 65%. E Instituições que aplicarem mais em crédito habitacional poderão usar os mesmos valores captados na poupança em investimentos livres por tempo limitado.
Para o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de SP (Creci-SP), José Augusto Viana Neto, essa linha de crédito inédita anunciada pelo governo irá atender a uma demanda reprimida há muito tempo. “Muitas famílias não se encaixavam na faixa atendida pelo ‘Minha Casa, Minha Vida’, mas, ao mesmo tempo, não tinham condições de enfrentar uma taxa de juros de no mínimo 15% para o financiamento. Agora iremos conseguir atender a essas famílias”, afirma.
Segundo ele, a expectativa é que, em Jundiaí, a adesão seja alta. “A cidade tem uma atividade econômica forte e essa nova linha de crédito tem tudo a ver com o perfil dos moradores da região. Portanto, a tendência é que o mercado fique bastante movimentado já nos próximos meses”, ressalta Viana.
CRÉDITO PARA REFORMAS POPULARES
O governo também lançou uma linha de crédito para reformas de moradias populares, com valores entre R$ 5 mil e R$ 30 mil, juros reduzidos e prazos de até 60 meses. Famílias com renda de até R$ 9.600 poderão participar.