Dados da Prefeitura de Jundiaí mostram que, nos primeiros dez dias do mês de setembro, disparou a procura pelos serviços de Pronto Atendimento, no caso de pessoas com sintomas gripais e respiratórios. Segundo a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde, somente este mês foram 2.810 atendimentos. No mesmo período do ano passado, foram 1.764, aumento de 59%.
Em Jundiaí, o atendimento às pessoas com sintomas gripais e respiratórios ocorre nos Pronto Atendimentos (PAs) e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Vetor Oeste (veja os endereços aqui). Nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Clínicas da Família é feito o acolhimento.
Entre os PAs administrados pelo Hospital São Vicente (HSV), a quantidade de atendimentos teve leve queda, mas se manteve similiar considerando os inícios de agosto e setembro. Nos PAs Central, Hortolândia, Retiro e Ponte São João, foram 2.311 atendimentos de 1 a 9 de agosto a tosse, dor de garganta, fadiga, congestão nasal, coceira e ardência no nariz, olhos ou garganta, e falta de ar. Já entre 1 e 9 de setembro, os mesmos diagnósticos tiveram 2.261 atendimentos.
No Hospital Universitário (HU), onde há o Pronto-Socorro Infantil (PSI), os atendimentos pediátricos a doenças respiratórias, como asma, bronquite, bronquiolite e pneumonia, diminuíram na última semana. Entre os dias 4 e 11 deste mês, foram 58. Na semana de 30 de agosto a 4 de setembro, foram 65 atendimentos, e, entre 23 e 30 de agosto, haviam sido 70 atendimentos no local.
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Clima
Na última segunda-feira (9), a umidade relativa do ar (URA) em Jundiaí atingiu, em seu mínimo, 15%. Ontem, 17%. Segundo o coordenador da Defesa Civil de Jundiaí, coronel João Osório Gimenez Germano, a cidade, frente a esses dados, fica no nível de alerta. "Abaixo de 12% é emergência", explica Gimenez. "Na semana passada, no dia 4, chegamos a 12,35%, muito perto da emergência." Caso os níveis sejam menores que 12%, a Defesa Civil passa a recomendar a suspensão de serviços externos, como cortes de mato, entrega de cartas e outros trabalhos e atividades que exigem exposição ao sol e ao calor. A queda na umidade relativa do ar ocorre sobretudo no período da tarde, a partir das 15h.
Com o tempo seco, aumentam também os riscos de incêndios em áreas de mata. Segundo Gimenez, a Defesa Civil, em um trabalho conjunto com outras forças de Segurança, como o Corpo de Bombeiros e a Guarda Municipal, tem atendido, em média, oito focos de fogo em vegetação todos os dias. "Estamos tendo dias bastante intensos e com muito trabalho." O alerta de riscos de queimadas e prejuízo à saúde segue até sábado (14), quando deve ocorrer nova avaliação. Recomenda-se evitar práticas de atividades ao ar livre no período das 10h às 17h.
Recomendações para minimizar os efeitos da baixa URA:
- Suprimir exercícios físicos entre 11h e 17h;
- Umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água e molhamento de jardins;
- Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, como por exemplo, em áreas vegetadas;
- Consumir água à vontade;
- Lavar as mãos com frequência e evitar colocá-las na boca e no nariz;
- Aplicar soro fisiológico no nariz e nos olhos para evitar o ressecamento;
- Evitar aglomerações e a permanência prolongada em ambientes fechados ou com ar condicionado;
- Manter a casa sempre limpa e arejada. O tempo seco aumenta a concentração de ácaros e poeira;
- Não queimar lixo nem provocar queimadas (Lei Municipal nº 8.858/2017);
- Havendo necessidade, a população também pode contatar a Defesa Civil pelo número 4586-0666 ou o 199.
Vacina
A Unidade de Gestão de Promoção da Saúde também observa que a cidade segue disponibilizando doses contra a Influenza (gripe) até o término do estoque. A aplicação ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas Clínicas da Família, de segunda a sexta-feira, no horário de atendimento das salas de vacina.