O homem de 42 anos, preso na última segunda-feira (6), em Jundiaí, suspeito de manter a própria mãe, de 73 anos, em cárcere privado - além de sacar e se apropriar de R$ 6 mil, dela, referentes a dois meses de pagamento do benefício de sua aposentadoria -, foi solto durante audiência de custódia. Ele havia confessado, no dia da prisão, que usou o dinheiro da mãe em jogatina e uso de drogas.
A Justiça decidiu conceder a ele o alvará de soltura, apesar de o delegado Rodrigo Carvalhaes ter representado por sua prisão preventiva, enviando ao juiz a recomendação: "a segregação cautelar se impõe como instrumento imprescindível à garantia da integridade física e psíquica da vítima, que solicitou medida protetiva de urgência".
O filho vai responder em liberdade pelos crimes de violência doméstica e apropriação indébita. Na ocasião da prisão, inclusive, a mãe solicitou medida protetiva contra o filho, justamente com medo de que, se fosse solto (o que de fato aconteceu), ele voltasse a atormentá-la.
RELEMBRE O CASO
Um homem de 42 anos foi preso por guardas municipais na noite de segunda-feira (6), em Jundiaí, por violência doméstica contra a própria mãe, uma idosa de 73 anos. Ele é suspeito de mante-la em cárcere privado, além de se apropriar do pagamento da aposentadoria dela, por dois meses seguidos. A idosa solicitou medida protetiva de urgência contra o filho, preso em flagrante pelo delegado Rodrigo Carvalhaes, que também representou pela preventiva dele.Guardas municipais tomaram conhecimento de que uma idosa estava sendo mantida em cárcere privado pelo próprio filho, na casa dela, em um bairro da zona leste de Jundiaí (o nome do bairro não será divulgado, para preservação da vítima). Os agentes foram até o local, sendo recebidos pela idosa, que confirmou estar encarcerada pelo filho, sendo impedida por ele de sair ou ter contato com familiares, e ainda o denunciou por se apropriar de todo o seu pagamento de aposentadoria, de dois meses seguidos, totalizando R$ 6 mil.
Na casa os agentes encontraram com o filho suspeito uma porção de crack, cachimbo e cartões bancários e de benefícios da mãe e também de terceiros.
Mãe e filho foram levados para o Plantão Policial, onde ela contou ao delegado Carvalhaes, que o ele está morando com ela há um ano - desde que se separou da esposa -, e que vem percebendo nele durante este tempo um comportamento estranho. O comportamento a que ela se refere, segundo o próprio filho revelou à autoridade policial, é com relação aos vícios em drogas e jogos de azar, que se intensificaram após ele perder o emprego. Em seu depoimento, inclusive, ele disse que após ficar desempregado, não conseguiu mais sustentar seus vícios, e então confessou que subtraiu a aposentadoria da sua mãe (de aproximadamente R$ 3 mil por mês), por duas vezes - ele, contudo, negou que tenha a deixado em cárcere privado.