A pedra no rim (cálculo renal) é uma condição que afeta centenas de pessoas em todo o mundo e, apesar de ser comum, muitas vezes é subestimada até que uma crise aguda ocorra. De acordo com a clínica geral Rafaela Henriques Lamas Pinto, 40 anos, a falta de ingestão de água é apenas uma das causas para a condição.
"Predisposição genética, alimentos com muito sódio, obesidade, algumas doenças inflamatórias intestinais e uso de muitos medicamentos também são fatores que podem ajudar a desenvolver o cálculo renal."
As pedras nos rins se formam quando os minerais presentes na urina se cristalizam e se unem para formar uma massa sólida. Essas pedras podem variar de tamanho e podem causar obstrução do trato urinário, resultando em dor intensa na parte inferior das costas, abdômen ou virilha. Outros sintomas incluem sangue na urina, micção frequente e dor ao urinar.
"Os sintomas típicos associados, são dores agudas na região dos flancos (parte lateral e dorsal do abdômen), que pode irradiar para o hipogástrio (porção inferior do abdômen). Como a dor é aguda e intensa, pode vir acompanhada de náuseas, vômitos, calafrios e sangue na urina", explica.
Em casos mais graves, podem ser prescritos analgésicos para aliviar a dor ou procedimentos médicos como a litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LEOC), que utiliza ondas sonoras para quebrar as pedras em pedaços menores que podem ser eliminados mais facilmente. "Insuficiência renal, aumento da frequência de infecção urinária, podendo estender-se para uma sepse (infecção generalizada) e evoluir para óbito."
PREVENÇÃO
Adotar um estilo de vida saudável pode ajudar a prevenir a formação de pedras nos rins. Segundo Rafaela, isso inclui aumentar a ingestão de água e evitar alimentos embutidos e industrializados. "Como temperos prontos, refrigerantes e sucos artificiais. Diminuir o sódio e ponderar na proteína também é importante."
CASOS
A professora de dança, Mayara Nascimento Braga, 27 anos, foi diagnosticada com pedra no rim há cerca de dois anos, quando sentiu dores nas costas e na virilha. "No começo, pensei que fosse apenas uma dor muscular, mas logo ficou claro que algo muito mais sério estava acontecendo."
Mayara conta que o tratamento envolveu analgésicos para aliviar a dor aguda e a ingestão generosa de água para ajudar a expelir a pedra naturalmente. "A minha pedra era relativamente pequena e consegui eliminá-la sem a necessidade de procedimentos invasivos", finaliza.