Com o retorno às aulas chegando, os pais precisam deixar tudo pronto para o ano letivo, o que inclui material escolar, transporte escolar e até a imunidade dos filhos. Isso porque a época de retorno das escolas costuma ter aumento de procura por atendimento pediátrico, já que as crianças, convivendo diariamente, têm mais risco de ficarem doentes.
Pediatra do Hospital Universitário (HU), Cristiano Guedes já se prepara para os primeiros dias de aula, quando a demanda por atendimento médico aumenta significativamente. “Todas as pessoas, mas principalmente as crianças, ficam mais suscetíveis a uma infecção a partir do momento em que ficam ‘confinadas’ em uma sala de aula, um ambiente fechado. Uma única criança doente pode transmitir alguma doença para as outras. Por isso, a importância de manter sempre o ambiente arejado, mesmo no frio. Lembrar também que, quanto mais jovem a criança, mais fácil adoecer.”
O médico diz que as doenças mais comuns entre crianças são as virais. “As principais doenças ‘escolares’ são, de fato, as doenças virais, como gripes, resfriados, covid-19, conjuntivites, gastroenterocolites agudas - popular virose -, além de outras, como amigdalites, que podem ser virais ou bacterianas, doença mão-pé-boca. São doenças mais comuns da própria faixa etária, por isso, acabam ‘explodindo’ durante as aulas.”
A dica para evitar que os filhos fiquem doentes é a prevenção. “Como sempre digo, o melhor tratamento é a prevenção. É impossível isolar uma criança, mas existem algumas maneiras de se diminuir os riscos ou, pelo menos, se adoeceram, que seja de uma forma mais branda. Primeiro a boa alimentação, com frutas, verduras, ingestão abundante de água, cuidados com a higiene, como lavar as mãos, não compartilhar chupetas, manter o calendário vacinal atualizado, praticar atividades físicas. Não existe remédio ‘milagroso’, que aumentará a imunidade das crianças, sempre serão os bons hábitos de vida.”
DEVER DE CASA
O filho de Giulia Salles, Isaac, de dois anos e oito meses, teve várias doenças quando começou a frequentar a creche. “Ano passado foi o primeiro ano de escolinha dele e, desde que ele nasceu, ele ficou só comigo em casa, então não teve contato com muita coisa. Na escolinha, até setembro, outubro, mais ou menos, foi praticamente duas semanas indo para a escola e uma semana em casa, porque estava doente. Ele teve muita virose, resfriado.”
Para evitar que neste ano Isaac fique doente, Giulia vem fortalecendo a imunidade dele. “Aconselho outras mães a preparar a imunidade da criança. Ele toma a mamadeira com própolis desde os dois anos, dou frutas com vitamina C e isso começou a dar mais resultado. Acho que este ano vai até ser mais tranquilo, porque acho que no primeiro ano de escola ele não tinha muita imunidade.”
Com isso, mesmo ficando doente, os sintomas são mais brandos. “Mão-pé-boca ele chegou a ter duas vezes. A primeira foi mais fraca, logo quando ele começou a ir para a escola. A segunda vez foi mais forte e ele teve estomatite junto, então foi muito difícil, porque ele nem se alimentava. Este ano, eu creio que ele não tenha mais mão-pé-boca, mas é delicado, porque tem 16 alunos na sala dele e, se uma criança pega, as outras já pegam também. Faço a prevenção de piolho também, porque sempre tem caso, e da imunidade, que começou a ter resultado e, mesmo quando ele fica doente, já não fica tão mal.”