PRISÃO PREVENTIVA

Suspeita de roubar e matar idosa na Ponte São João volta a ser presa em Jundiaí

Por Fábio Estevam | Polícia
| Tempo de leitura: 2 min
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O ferimento, aparentemente leve, piorou
O ferimento, aparentemente leve, piorou

Uma mulher de 36 anos, suspeita de roubar e matar a idosa Vânia Magali Moreira, de 65 anos, no bairro Ponte São João, em Jundiaí, no dia 13 de julho do ano passado, foi presa por guardas municipais do Apoio Tático, nesta terça-feira (30), em uma pensão no bairro Santa Gertrudes. A captura dela foi em cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, a pedido da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

A investigada, inclusive, já havia sido presa provisoriamente por este crime, no dia 26 de outubro do ano passado, sendo solta posteriormente. Desta vez, porém, com o pedido de prisão preventiva, ela foi capturada pelos GMs Pierre, Pereira e Aparecido - supervisionados pelo subinspetor Vaz -, e levada para a Cadeia Feminina de Itupeva, onde deve aguardar até julgamento.

O CASO

No dia 13 de julho dona Vânia chegava em sua casa por volta das 13h, retornando do trabalho - da casa de uma advogada onde atuava como diarista uma vez por semana, há 15 anos -, quando, ao abrir o portão, foi abordada por uma mulher, que anunciou o assalto. A ladra tentou tomar a bolsa de suas mãos e a empurrou ao chão, lhe causando ferimentos no braço.

Em áudio obtido pela reportagem, gravado na época pela própria vítima, após o crime, ela relatou o que passou: "moro aqui no final da rua Lima, em uma travessa sem saída. Acabei de chegar do serviço e veio uma 'nóia' (usuária de drogas) para me roubar R$ 70 e ainda fez todo esse machucado em mim. Me empurrou e me agrediu. Tive que começar a gritar enquanto tentava segurá-la. Eu estava voltando do trabalho. A mulher fugiu", relatou ela.

O caso só veio a tona somente no dia 8 de setembro, através de reportagem publicada pelo Jornal de Jundiaí, noticiando a morte da vítima ocorrida um dia antes no Hospital São Vicente, em decorrência de infecção nos ferimentos, por conta da diabetes. Na matéria, o JJ revelou que o dinheiro roubado havia sido ganho pela idosa como diária de serviço na casa da advogada - ela também trabalhava na casa de uma escritora, há pelo menos 30 anos.

Com a repercussão, o caso passou a ser investigado pela DIG. "Nós não tínhamos conhecimento desse caso, mas quando a matéria saiu no JJ, fomos acionados a investigar. Só que durante as investigações não encontramos Boletim de Ocorrência do dia do assalto, então ficou mais difícil. De qualquer forma, em conjunto com a GM, foi possível identificar a possível autora", disse, à época, o delegado Marcel Fehr.

Durante as investigações a DIG pediu a prisão temporária dela, que foi cumprida pela GM em outubro. De lá para cá, durante o tempo em que esteve presa e posteriormente em liberdade provisória, a Polícia Civil seguiu com os trabalhos, até conseguir provas suficientes para o pedido de prisão preventiva, que acabou sendo expedido no dia 19 deste mês, e cumprido novamente pela GM, nesta terça-feira.

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