CAPTURADO

Após escapar da Polícia Federal, fujão é preso em Jundiaí pela Guarda Municipal

Por Fábio Estevam | Polícia
| Tempo de leitura: 3 min
JORNAL DE JUNDIAÍ
O preso foi levado para a Central de Flagrantes, onde teve sua captura formalizada
O preso foi levado para a Central de Flagrantes, onde teve sua captura formalizada

Um homem procurado pela Polícia Federal por crimes de roubo de carga e organização criminosa, que havia conseguido fugir de uma operação realizada pela PF, em Jundiaí, neste ano, foi capturado na tarde desta sexta-feira (30), por guardas municipais de Patrulhamento Comunitário, no bairro Jundiaí-Mirim. Ele foi capturado em um ponto de tráfico conhecido como 'Granja'.

Os GMs Calixto e Fialho faziam patrulhamento pela avenida Capitão Francisco Copelli, em área conhecida como Granja, próximo a uma Unidade Básica de Saúde (UBS), quando avistaram dois homens em atitude suspeita. Ambos, ao perceberem a aproximação da viatura, saíram correndo. Os agentes desembarcaram e foram atrás, conseguindo alcançar um deles - o outro conseguiu fugir, após abandonar uma sacola contendo 59 porções de cocaína e 43 de crack.

Os guardas verificaram os dados do homem detido e descobriram que havia dois mandados de prisão contra ele, pedidos pela Federal e expedidos pela Justiça, por roubo de carga e formação de quadrilha, por envolvimento com uma quadrilha especializada em roubo de carga, atuante nas rodovias que cortam as regiões de Jundiaí, Campinas e Cajamar.

Essa quadrilha a qual ele é suspeito de ser integrante, foi alvo neste ano de duas fases da Operação Malta, desencadeadas pelos federais na região. Em uma dessas operações, o homem preso nesta tarde pela GM, era alvo, mas conseguido escapar.

OPERAÇÃO MALTA

De acordo com a Polícia Federal, as investigações contra esta quadrilha se iniciaram em janeiro deste ano, na Delegacia da PF em Campinas e revelou que a associação criminosa era altamente especializada e ativa, tendo praticado sete roubos em um período de apenas 20 dias nas rodovias da região. Utilizando de ameaça e violência, com emprego de armas de fogo, os criminosos mantinham os motoristas – e quem estivesse com eles, inclusive famílias – em privação de liberdade, obrigando-os à realização de transferências bancárias enquanto faziam o transbordo da carga e destinação dos veículos.

Sem preferência específica por carga e com uso de equipamentos eletrônicos, a associação criminosa rondava as rodovias por horas em busca de um alvo ou oportunidade, havendo indícios que tenham praticado até quatro roubos em um só dia.

Com isso a polícia desencadeou no dia 14 de março a primeira fase da Operação Malta (que significa 'bando de infratores'), em conjunto com a Polícia Militar Rodoviária, com o objetivo de prender pessoas envolvidas com crimes violentos de roubo de caminhões e cargas nas rodovias das regiões de Campinas e Cajamar. No total, 50 policiais federais e 35 policiais rodoviários deram cumprimento a 21 mandados judiciais, expedidos pela Primeira Vara Criminal da Comarca de Cajamar, sendo 13 mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Jundiaí e Jarinu. 11 investigados alvos da operação foram presos nesta primeira fase e muito material, como celulares, foi apreendido. Após as análises de conteúdo deste material, a Federal identificou duas outras pessoas como integrantes da organização criminosa, sendo ambas localizadas e presas em São Paulo nos dias 27 de março e 4 de abril, pela Polícia Militar.

O CHEFÃO É DE JUNDIAÍ

No dia 13 de abril, o líder desta associação criminosa foi preso pela PM Rodoviária em Jundiaí e apresentado à Polícia Federal em Campinas. Todos esses 14 presos nessas datas já foram denunciados pelo Ministério Público (MP) e respondem ao processo presos.

FASE 2

A segunda fase da Operação Malta foi deflagrada pelos federais no dia 26 de julho, com apoio de PMs do 49º Batalhão de Jundiaí, para cumprimento de dois mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária (30 dias, prorrogáveis), contra envolvidos em roubo de cargas e caminhões nas regiões de Campinas, Vinhedo e Atibaia.

Nesta segunda fase, a PF mirou em três investigados, apontados pelas vítimas dos roubos como os responsáveis pela abordagem e, em alguns casos, pela manutenção delas em cárcere privado com emprego de ameaça e violência - além disso também colheram novas provas relacionadas aos crimes praticados pelo bando. Os mandados, expedidos pela Terceira Vara Criminal da Comarca de Atibaia (SP), foram cumpridos em Campo Limpo Paulista.

As investigações prosseguem e uma terceira fase pode ser deflagrada a qualquer momento.

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