INVESTIGAÇÃO

DIG de Jundiaí quer descobrir quais lojas fraudaram quilometragem de veículos

Por Fábio Estevam | Polícia
| Tempo de leitura: 2 min
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O aparelho utilizado para reduzir a quilometragem foi apreendido
O aparelho utilizado para reduzir a quilometragem foi apreendido

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) concentra esforços para identificar as lojas de venda de veículos de Jundiaí e região que contrataram os serviços de um chaveiro que vinha atuando há pelo menos um ano, no Centro de Jundiaí, fraudando quilometragem de carros para serem vendidos. A delegacia especializada aguarda o resultado da perícia que será feita no celular do chaveiro, preso no início deste mês. O aparelho usado por ele para reduzir a quilometragem dos carros também será periciado.

"Todos os instrumentos empregados para a concretização da fraude em questão foram apreendidos, assim como o veículo e o telefone celular da dupla (um cliente também foi detido). Esse aparelho, aliás, será alvo de investigações para descobrir outras pessoas envolvidas nesse esquema de fraude e quais estabelecimentos e veículos tiveram o odômetro adulterado", disse o delegado Marcel Fehr.

RELEMBRE O CASO

Policiais da DIG descobriram um esquema de redução de quilometragem de carros, para lojas de venda de veículos de Jundiaí e região. A constatação da fraude foi feita durante um mês de investigações, resultando na detenção de um chaveiro, apontado como o fraudador dos odômetros. Um cliente também foi detido. O objetivo das lojas com a redução da quilometragem é conseguir um valor maior na venda do automóvel.

Durante as campanas os agentes presenciaram algumas dessas ações e chegaram a seguir um dos carros, que foi diretamente para uma loja situada na região do Caxambu.

No dia 4, enquanto era feito o monitoramento à distância, os investigadores flagraram quando um Fiat/Palio, com placas de Franco da Rocha, chegou ao chaveiro e, após conversarem, teve início o procedimento clandestino. Neste momento os policiais foram para cima e fizeram a abordagem. "Ambos confessaram informalmente a prática do crime, mesmo porque os instrumentos utilizados para essa atividade estavam ligados no carro", disse Fehr.

Conduzidos à sede da DIG, os dois foram autuados em flagrante por tentativa de estelionato - o crime somente iria se consumar quando algum cliente comprasse o carro com a quilometragem mais baixa da que realmente possui.

Foi arbitrada fiança de três salários mínimos para cada um, sendo que ambos pagaram, sendo então soltos para responderem pelo crime em liberdade.

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