BRECHÓ

Procura por roupas de segunda mão aumenta em até 70%

Por Yasmim Dorti | Jornal de Jundiaí
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Divulgação
Brechós
Brechós

Nos últimos anos, os brechós estão conquistando cada vez mais o público, chegando a ter um crescimento de até 70% nas vendas.

Josilaine Cristina de Oliveira, vendedora, acredita que os brechós são uma alternativa para os consumidores que querem contribuir para a saúde do planeta. "Acredito que meu público seja todos aqueles que pensam em brechós como uma forma de proteger o planeta e aproveitar peças que ainda estão boas, com um valor que pode caber tanto no bolso de uma pessoa classe baixa como classe média. Nos últimos cinco anos, acredito que o preconceito das pessoas pensarem que brechó é somente um lugar com roupas velhas ou cheirando a bolor mudou, pois hoje temos muitos brechós com cuidados de roupas novas. Apesar disso, acredito que cerca de 60% das pessoas ainda tem preconceito com brechós", conta a vendedora.

Regina de Souza Pereira, 34 anos, comerciante de um brechó no Centro de Jundiaí, também sentiu o aumento na procura, chegando a 50%. "A procura é maior por roupas da estação. Hoje, por causa do inverno, tem muita procura de casaco, blazer, jeans (jaquetas e calças cintura alta) e roupas de marcas famosas em geral. O preço varia entre R$ 7 e R$ 49", contou a comerciante.

Gabriela Silva Oliveira, 32 anos, designer de moda e proprietária de um brechó no Anhangabaú, tem as peças vintage como seu carro-chefe. "Meu público é muito diverso, mas o público feminino e LGBTQIA+ são os que mais consomem no meu brechó. As idades também variam muito, dos 15 até os 60. Os acessórios custam R$ 10 e as peças de roupa custam entre R$ 35 e R$ 200, incluindo jaquetas jeans, roupas de couro e de grandes marcas a partir desse preço. Percebo um grande aumento na procura por brechós e fico muito feliz. Eu sempre digo que as roupas mais sustentáveis são aquelas que já existem. Desde 2017, quando eu abri o brechó, vejo que esse mercado de roupas de segunda mão só cresce. Estimo que o movimento na minha loja mais do que triplicou nesse tempo", explicou a designer de moda.

Para Patrícia Santos, 41 anos, a procura no seu brechó aumentou. "Hoje em dia o público está bem diversificado, que vai de adolescentes, jovens e idosos. Vendemos calças jeans, calçados, peças retrô e vestidos. As peças variam entre R$ 5 e R$ 50. Minha família tem o brechó há 20 anos, mas assumi a liderança há 8. De uns 3 anos para cá, a procura aumentou significativamente, em torno de 70%", contou Patrícia.

PÚBLICO

A estudante de administração Silvana Iris Da Silva Oliveira, 22 anos, gosta de comprar roupas no brechó. "Eu gosto de comprar em brechós pensando no bem-estar do planeta e também para ajudar causas sociais, a maioria dos brechós que eu frequento estão envolvidos em causas sociais", conta Silvana.

Bárbara Lima, 20 anos, estudante de jornalismo, é apaixonada por moda e preza pela sustentabilidade. "Eu amo roupas e no decorrer da vida eu percebi que a moda tá muito ligada a reutilizar e reaproveitar. Os brechós fazem parte da moda que eu acredito que é a sustentável. Além disso, as peças de brechó tem um preço atrativo, o que facilita, pois com o dinheiro que eu compraria uma peça em grandes marcas eu compro várias no brechó. Atualmente eu tento revesar entre comprar em lojas convencionais e brechós, assim meu guarda-roupa está sempre diversificado e atendendo as minhas expectativas", conta a estudante.

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