MORADIA

Mercado imobiliário recebe bem incentivo habitacional

Por Nathália Sousa |
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Divulgação
O Minha Casa, Minha Vida vai abarcar diversas faixas de renda, de pessoas mais pobres até classe média
O Minha Casa, Minha Vida vai abarcar diversas faixas de renda, de pessoas mais pobres até classe média

Na quinta-feira (13), a lei que cria o novo Minha Casa, Minha Vida foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova versão do programa nacional de moradia se atualizou, principalmente em relação a valores. Com as mudanças, o mercado imobiliário, que vem de uma fase excelente, se anima e vê com bons olhos o incentivo.

O vice-presidente de Comercialização e Inteligência de Mercado da Associação das Empresas e Profissionais do Setor Imobiliário de Jundiaí e Região (Proempi), Eli Gonçalves, fala que imobiliárias menores terão mais chances. "Uma grande vantagem no novo Minha Casa, Minha Vida é que trabalha com valores maiores de imóveis. Isso facilita para o empresário e ajuda a deixar economicamente viável, para empreendedores grandes, mas também para empreendedores locais, pequenos. Antes só empresas gigantes conseguiam fazer esses empreendimentos, só era economicamente viável para quem consegue comprar matéria prima em grandes quantidades."

Eli diz que a abrangência melhorou. "Há 3 faixas e a terceira é para imóveis de até R$ 350 mil, então já pega classe média e podem ser imóveis de dois dormitórios com suíte e taxa de juros menores. Para as faixas 1 e 2, com renda mais baixa, quem ganha até R$ 2.640, não tem reserva ou poupança para a entrada, o governo entra com subsídios mais fortes e quanto menor a renda, maior o subsídio. Na faixa 2, aumentou teto de valor do imóvel, que vai ficar entre R$ 250 mil e R$ 264 mil. Em Jundiaí, o teto deve ficar próximo de R$ 260 mil e com este valor dá para fazer imóveis de dois dormitórios e um banheiro. As taxas de juros também são menores para quem tem renda de até R$ 4,4 mil, de acordo com a faixa 2. Cada faixa tem um benefício distinto. Tem casos em que a pessoa paga 5%, 10% do valor do imóvel."

Ele conta que uma demanda deve ser suprida, de imóveis mais baratos para quem tem renda de até R$ 4,4 mil. "Imóveis para a faixa 2, de até R$ 260 mil para quem tem renda de até R$ 4,4 mil, são os que têm mais procura, mas essas pessoas são as que menos conseguem encontrar esse perfil de imóvel. A gente vê com bons olhos essas vantagens. A Minha Casa, Minha Vida já ia bem, mas tende a ser melhor agora, aumentar os empreendimentos viáveis, os perfis de público."

PROJETOS

Na região, a Prefeitura de Jundiaí tem projetos que podem ser enquadrados em programas de subvenção habitacional. Já há parceria firmada com a CDHU, com três convênios para a construção de aproximadamente 600 apartamentos e 500 casas nas regiões do Jardim São Camilo, Bairro do Poste e Jardim Sorocabana, junto à Secretaria de Habitação do Governo do Estado de São Paulo, que tem como objetivo o reassentamento de famílias de baixa renda.

Em Várzea Paulista, a Unidade Gestora de Urbanismo e Habitação informa que, até o momento, o município não possui nenhum processo protocolado. A prefeitura está trabalhando na regularização de áreas públicas para o desenvolvimento de parcerias com a iniciativa privada. Mesmo após diversas tentativas, o município nunca obteve sucesso em lançar empreendimentos Minha Casa, Minha Vida, tipo 1, no município. A cidade possui empreendimentos privados contemplados com o benefício federal e também estadual.

Em Itupeva, a Secretaria de Obras e Planejamento Urbano informa que não há projeto público submetido ao referido programa do Governo Federal, podendo haver demandas vindouras da iniciativa privada para o Minha Casa Minha Vida no município.

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