Um dos dois irmãos presos por policiais militares da 2ª Cia do 11º Batalhão, suspeitos de tráfico de drogas, no bairro Vilarejo, em Cabreúva, na semana passada, produziu provas contra ele mesmo ao postar, nas redes sociais, uma sacola, informando que nela havia drogas, e que a 'lojinha' - um termo usado por traficantes para se referir ao ponto de tráfico -, já estava funcionando.
De acordo com PMs que atenderam a ocorrência, a foto ajudou na identificação da sacola, quando eles entraram na casa. "A sacola com as drogas, que encontramos na casa, era exatamente a mesma que aparece na foto postada por um deles nas redes sociais. Inclusive ele também aparece na foto, com outra pessoa", comentou o tenente Yuri.
As redes sociais, inclusive, têm sido cada vez mais usadas por traficantes para vender drogas. Anunciar que a 'biqueira' está aberta, contudo, não é muito comum. O que, frequentemente, vem ocorrendo - e que já foi descoberto pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Jundiaí -, são traficantes autônomos, ou seja, que não pertencem a nenhuma facção ou quadrilha, usando a internet para vender entorpecentes geralmente com qualidade superior.
RELEMBRE O CASO
Dois irmãos foram presos por tráfico na noite de quinta-feira (15), depois de um deles ser detido primeiro e dedurar o outro. O caso aconteceu no bairro Vilarejo.
Os PMs cabo Wellington e soldado Freitas receberam informações de que estava ocorrendo tráfico de drogas em uma viela da rua Líbano. No local os agentes fizeram uma incursão e avistaram um homem com as mesmas características apontadas pelo denunciante anônimo.
Ele foi abordado e, em seu bolso, os militares encontraram algumas porções de maconha e cocaína, além de dinheiro.
De acordo com a PM, durante conversa ele confessou que tinha mais drogas, que estavam sendo guardadas pelo seu irmão.
Com apoio de outras equipes, os agentes foram até a casa dele, onde havia mais cerca de 200 porções.
Ambos foram conduzidos ao Plantão Policial, onde foram presos em flagrante, sendo encaminhados ao Centro de Tiragem de Campo Limpo Paulista.
No apoio estiveram as equipes: 1º tenente Yuri e cabo Cleverson, e 1º sargento Delgemo e soldados Jonatas e Furlan.