ESTELIONATO

Forasteiro suspeito de aplicar golpes em Jundiaí é detido com cesta e ursinho de pelúcia

Por Fábio Estevam | Polícia
| Tempo de leitura: 3 min
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A cesta com quitutes e um ursinho seria usada para enganar a vítima, possivelmente idosa
A cesta com quitutes e um ursinho seria usada para enganar a vítima, possivelmente idosa

Um motoboy morador na região do bairro Capão Redondo, em São Paulo, suspeito de envolvimento com uma quadrilha que aplica 'golpes do presente' em Jundiaí e região, foi detido na tarde desta quinta-feira (27), por guardas municipais do Apoio Tático, na rodovia João Cereser, em Jundiaí. Ele confessou que estava a caminho de fazer mais uma vítima na cidade. Com ele foram encontradas máquinas de cartão e uma cesta com quitutes e um ursinho de pelúcia, que seriam para 'presentear' a vítima. Após prestar depoimento e ser indiciado por estelionato, ele foi liberado, por não se tratar de crime em flagrante e por nenhuma vítima ter ido até a delegacia fazer reconhecimento.

O golpe, segundo ele, renderia R$ 5 mil à quadrilha, sendo que ele seria remunerado com R$ 1 mil. Este foi o segundo caso em duas semanas, de golpistas forasteiros detidos pela GM em Jundiaí. A Polícia Civil investiga se todos eles fazem parte de uma mesma quadrilha que vem fazendo várias vítimas na região, principalmente idosos.

COMO FOI

Os GMs Cristiano, Amâncio e Dos Santos receberam informações de que uma moto, possivelmente usada por criminosos para aplicar golpes em Jundiaí, estava entrando em Jundiaí e tomando sentido a rodovia João Cereser. A equipe foi para a via e logo se deparou com o suspeito, que acatou a ordem de parada e foi abordado. As suspeitas ficaram ainda mais forte a partir do momento em que os agentes encontraram com ele uma cesta de quitutes e um ursinho de pelúcia, exatamente o 'presente' que os golpistas têm utilizado para enganar suas vítimas.

Questionado, ele não titubeou em confessar que trabalha para uma quadrilha fazendo as entregas, e que cada golpe com sucesso rende até R$ 5 mil ao bando. "Desse dinheiro ele disse que recebe R$ 1 mil. Disse também que consegue aplicar pelo menos um golpe por dia, ou seja, ele ganha R$ 1 mil por dia", comentou o GM Cristiano, que completou. "Ele afirmou que estava vindo de outras cidades da região, onde foi para aplicar golpes, e que estava a caminho de fazer mais uma vítima, em Jundiaí, quando acabou sendo detido por nossa equipe".

Foram apreendidas duas máquinas de cobrança, dois celulares e uma porção de maconha, além da motocicleta, que, segundo ele, era alugada.

A ocorrência foi apresentada no 3º DP, onde foi descoberto que ele já havia sido preso em fevereiro deste ano, em São Paulo, pelo mesmo crime.

OCORRÊNCIA ANTERIOR

Guardas municipais do Tático Motos detiveram um cabeleireiro e um motoboy, na tarde do dia 11, suspeitos de envolvimento em uma série de 'golpes do presente', em Jundiaí. A dupla, também de São Paulo, vinha sendo investigada pelo 3º DP, por golpes aplicados principalmente na região Leste da cidade - mas há casos por toda a cidade. Na ocasião, eles foram presos na rodovia Anhanguera, após perseguição.

Um dos abordados estava com uma grande mochila e, dentro dela, uma cesta de chocolate, com um ursinho, que ele alegou ser para entregas, porque é motoboy - ele negou envolvimento em crimes. O outro, porém, 'rachou' com informações e confessou ser cabeleireiro e golpista nas horas vagas. "Ele disse que compra a cesta a um preço bem baratinho e, a cada golpe que dá certo, chega a faturar até R$ 5 mil de uma única vítima", disse um dos guardas.

Uma vítima compareceu ao DP, a pedido da Polícia Civil, e reconheceu os suspeitos, motivo pelo qual ambos permaneceram presos, por estelionato e, um deles, também por alteração de sinal identificador, pois estava com a placa adulterada.

O GOLPE

O golpe, que tem geralmente idosos como vítimas, consiste no seguinte: o motoboy chega no endereço com uma cesta de chocolates, informando à vítima que ela ganhou um prêmio de uma determinada marca ou loja. Porém, para ficar com a cesta (que é o presente), a vítima deve pagar apenas a taxa de entrega do motoboy, que é de R$ 5, sendo necessário o pagamento com cartão de débito, na maquininha. "Só que quando ele passa o valor, coloca um valor diferente do combinado, e a vítima nem percebe", salientou o GM.

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