A boxeadora com mais títulos nacionais conquistados da história, Taynna Taygma Santos Cardoso, de 34 anos, mora e treina em Jundiaí desde 2008, em um centro de treinamento comandado pelo seu pai, no Clube Nacional, e sonha com o título mundial do boxe.
A atleta da seleção brasileira de boxe, na categoria 'Peso Super Pena', tem uma lista extensa de títulos, sendo 12 Brasileiros, 8 Paulistas, 7 Jogos Abertos, 4 Pan-Americanos e 2 Europeus, além de ficar na 5ª colocação do Mundial. No histórico de lutas, Taynna já disputou 263 confrontos, com 246 vitórias e apenas 17 derrotas.
A última luta da boxeadora aconteceu há uma semana, nos Estados Unidos, contra a campeã mundial Heather Hardy. Em um confronto acirrado, a brasileira foi derrotada por decisão dos juízes, levantando polêmica entre os torcedores.
HISTÓRIA
Quando Taynna tinha 15 anos, seu pai, Luiz Cardoso, começou um projeto social com objetivo de incluir jovens ao esporte. "Meu pai sempre foi apaixonado por luta e, neste projeto social, ele treinava cerca de 60 jovens. Eu acompanhava os alunos em treinos e campeonatos e meus olhos brilhavam. Não demorou muito tempo para eu participar do projeto e ingressar nas competições", conta a pugilista.
Aos 16 anos, a atleta conquistou o primeiro Campeonato Brasileiro, que também foi seu primeiro título da carreira. Os outros 11 Brasileiros foram conquistados de forma consecutiva. "São 12 Campeonatos Brasileiros conquistados de forma consecutiva, um em seguida do outro. Inclusive um em Jundiaí, em 2018, quando lutei no Bolão e fui parabenizada pelo ex-pugilista Acelino Freitas, o Popó, que também estava presente", comemora.
Além das lutas, Taynna também mantém o legado do seu pai e, nos Estados Unidos, faz um trabalho voluntário com cerca de 30 jovens.
EM BUSCA DO MUNDIAL
Seguindo a rotina de lutas e treinamentos, o principal objetivo da pugilista para este ano é disputar o Mundial. Para isto, ela está focada em subir de posição no ranking, atualmente em 33º. "Estou passando uma temporada nos Estados Unidos para disputar lutas que valem mais pontos no ranking, para isso, preciso lutar contra adversárias que estão em posições altas."
Conciliando o trabalho voluntário com a preparação, Taynna faz dois treinos por dia. "Não é fácil, às vezes chego bem cansada do trabalho e ainda tenho um treino para fazer. Meu pai, que também é meu treinador, me ajuda muito, mesmo de longe, com os exercícios e motivação e fazemos os treinos por videochamadas. É uma rotina pesada, mas não vou desistir. Quero chegar no topo e vou lutar até o fim pelo meu objetivo", conclui a lutadora.
A próxima luta acontece dia 25 de março, contra a canadense Jaime Clampitt, em Cranston, nos Estados Unidos.