DENÚNCIA

Polícia Civil vai investigar agência de viagens de Jundiaí por suspeita de estelionato

Por Da Redação | Polícia
| Tempo de leitura: 4 min
JORNAL DE JUNDIAÍ
O caso foi registrado no 7º DP e será investigado pela Polícia Civil
O caso foi registrado no 7º DP e será investigado pela Polícia Civil

A Polícia Civil de Jundiaí vai investigar uma agência de viagens da cidade por possível crime de estelionato contra um casal de idosos (ele de 63 anos e ela 60), que registrou Boletim de Ocorrência nesta semana no 7º DP, denunciando que suspeitam de que a proprietária da agência tenha usado seus dados pessoais, bem como o valor já pago por eles por duas viagens contratadas, para adquirir passagens em nome de terceiros. Quando desconfiou de que algo estava errado, o casal procurou a responsável para esclarecer a situação, tendo ela informado que não poderia honrar os compromissos, sob alegação de que passa por problemas financeiros.

No relato feito ao escrivão Xororó, na delegacia, as vítimas informaram que em meados de julho deste ano contrataram junto à agência serviços turísticos no valor de R$ 18 mil a serem pagos em 10 parcelas iguais e fixas no valor de R$ 1,8 mil, divididas entre o casal, sendo então R$ 9 mil cada, em 10 vezes de R$ 900, para viagem de Guarulhos para os Estados Unidos, com saída no dia 2 de fevereiro de 2023 e retorno no dia 16 do mesmo mês - sendo que entre os dias 11 e 16 permaneceriam em Punta Cana até o retorno a Guarulhos - tendo sido confirmada a reserva pela agência no dia 17 de julho. As vítimas relataram, ainda, que conhecem a proprietária da agência há pelo menos 10 anos e que já haviam contratado serviços para outras viagens, sem que tivessem tido problemas, motivo pelo qual depositaram nela total confiança.

As negociações para esta viagem, dizem as vítimas, haviam se iniciado anteriormente e se efetivaram na primeira quinzena de julho, quando tiveram início os pagamentos das parcelas pela administradora dos cartões de créditos de ambos. As quatro primeiras parcelas pagas pelo homem/vítima foram cobradas nas faturas de cartão de crédito nos meses de agosto a novembro, em nome de uma empresa (o nome não será publicado) no valor de R$ 900 cada, e a esposa dele pagou igualmente quatro parcelas nos mesmos meses, porém os lançamentos de R$ 900 foram divididos em duas de R$ 450 (cada parcela), com a discriminação da compra a favor de outras duas empresa (os nome não serão publicados).

Na semana passada o homem/vítima tentou contato com a proprietária para confirmar os assentos no voo para os Estados Unidos juntamente com sua filha, que reside naquele país, a partir de quando não teve sucesso, pois a responsável não lhe respondia e sempre se esquivava em fornecer informações quando solicitadas, inclusive deixando de enviar por e-mail, conforme havia sido prometido por ela - as conversas eram sempre por mensagens ou ligações via WhatsApp.

A partir disso ele desconfiou de que algo estivesse errado, devido ao comportamento da suspeita, e passou a cobrar também informações sobre outro serviço contratado no mês de setembro deste ano, para um cruzeiro na Europa no período entre 25 de junho e 2 de julho de 2023, no valor de R$ 10.581 - que teve como início de pagamento R$ 1.581 através de Pix na conta da pessoa jurídica (da empresa de titularidade da investigada), e o saldo no valor de R$ 9 mil seria pago em 10 vezes de R$ 900, também no cartão de crédito do homem/vítima, tendo sido pagas duas parcelas cobradas nas faturas dos meses de outubro e novembro, sendo que os lançamentos foram cobrados em dois valores distintos (referente à parcela 1) e dois valores diferentes (referente à parcela 2), todas em nome de outra empresa.

Como resposta às indagações que fez, ele recebeu um e-mail da investigada na última segunda-feira (21), no qual ela informou que não seria possível cumprir os compromissos por ela assumidos, devido a problemas financeiros. Após isso a vítima descobriu, na internet, sobre outras pessoas lesadas pela mesma mulher/agência, momento em que tentou novo contato com ela para esclarecimentos, mas sem sucesso.

Ele e a esposa então passaram a investigar em busca para identificar os favorecidos pelas transações realizadas pela investigada, pois não tinham qualquer relação com os serviços contratados por eles junto a ela. E foi então que eles descobriram que, no caso dele, o beneficiado pelo serviço relacionado ao cruzeiro seria uma das empresas que receberam os pagamento das parcelas. Já com relação à viagem aos EUA, a esposa descobriu que foram adquiridas passagens em nome de terceiros, mediante utilização de seus dados - também há suspeita de que usaram os dados dele para o mesmo tipo de comércio ilegal.

As vítimas já mantiveram contato com as administradoras de seus respectivos cartões de crédito para cancelamento das transações indevidas e entenderam por bem registrar o Boletim de Ocorrência.

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