Pela Ordem desta terça-feira (15)

Por Niza Souza | Editora de Política
| Tempo de leitura: 3 min
REPRODUÇÃO
Janja falou ao Fantástico, da TV Globo
Janja falou ao Fantástico, da TV Globo

Raí, Ana Moser e Lucélia Santos na transição

O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou ontem (14) novos nomes que vão compor os grupos técnicos responsáveis pela transição. Entre os nomes escolhidos estão Neca Setubal - uma das herdeiras do banco Itaú -, o ex-jogador de futebol Raí, Ana Moser - ex-atleta de voleibol e primeira medalhista olímpica brasileira -, a atriz Lucélia Santos e da cantora Margareth Menezes.

Janja cita Eva Péron e Michelle Obama

A socióloga Rosângela da Silva, a Janja, mulher do presidente eleito Lula (PT), citou como exemplo de primeiras-damas Michelle Obama, dos Estados Unidos, e Eva Perón (Evita), da Argentina. E disse que, no governo Lula, terá como compromisso com a luta contra a violência contra as mulheres, a alimentação e o combate ao racismo. As declarações foram dadas em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, exibida na noite de domingo (13).

Ministros do STF são hostilizados

Um grupo de bolsonaristas passou parte da tarde do domingo (13) protestando em frente a um hotel em Nova York, onde estão hospedados seis ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), reunidos para um evento promovido pelo Lide, grupo da família do ex-governador paulista João Doria. Uma mulher chegou a xingar o ministro Luís Roberto Barroso num passeio pela Times Square, ponto turístico da cidade. “Não seja grosseira”, respondeu o magistrado, antes de dizer: “Passe bem”. Outros três ministros, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes, deixaram o hotel sob xingamentos, com escolta de seguranças. “Ei, Xandão, seu lugar é na prisão”, gritaram os manifestantes para Moraes, usando um de seus apelidos. Ele preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e é um dos maiores antagonistas do bolsonarismo. O Lide pediu auxílio à polícia de Nova York, que colocou dois carros com equipes na frente do hotel. Não houve incidentes, contudo. Em redes sociais, os manifestantes pediram para que um ato maior ocorra nesta terça, feriado da República no Brasil.

Procuradoria rejeita investigar urnas

A Procuradoria-Geral da República (PGR) entende que não há no relatório do Ministério da Defesa sobre a fiscalização das eleições fato concreto que justifique a abertura de uma apuração sobre as urnas eletrônicas. Para a cúpula da instituição, as observações levantadas pelos militares devem ser consideradas apenas para eventuais aperfeiçoamentos futuros do sistema eletrônico de votação. Portanto, para a Procuradoria, o documento não serve como argumento a ensejar revisão do processo eleitoral encerrado no dia 30 de outubro.

Brasil vai compor ‘Opep das Florestas’

Os três países com as maiores florestas tropicais do Mundo — Brasil, Indonésia e República Democrática do Congo (RDC) — assinaram ontem (14) uma aliança estratégica durante a COP27, a 27ª sessão da Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), no Egito. O acordo já havia sido apelidado de “Opep das Florestas”. O codinome foi inspirado na Opep, responsável por ditar os rumos do mercado global de petróleo. O documento foi assinado pelo governo Jair Bolsonaro (PL), embora o presidente não tenha ido ao encontro.

Secretários pedem revisão da Rouanet

O Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura elaborou uma carta com demandas para o governo de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O documento será enviado para o coordenador-geral da transição e vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin. Quatro pontos foram considerados emergenciais pelos gestores: a recriação do Ministério da Cultura, a garantia da plena execução das leis da cultura e de orçamento em 2023, a retomada do Fundo Setorial do Audiovisual e a priorização, no Congresso, da aprovação do Marco Regulatório do Fomento à Cultura. O primeiro foi promessa de campanha do petista.

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