Manifestação

Faixa da Anhanguera sentido interior começa a ser liberada por manifestantes

Por Giovanna Viana | Jornal de Jundiaí
| Tempo de leitura: 2 min
Giovanna Viana
Alguns ônibus tiveram autorização para seguir viagem pela Anhanguera, depois de 6 horas de interrupção
Alguns ônibus tiveram autorização para seguir viagem pela Anhanguera, depois de 6 horas de interrupção

Depois de cerca de 6 horas de paralisação, os manifestantes pró-Bolsonaro, que não aceitaram o resultado das urnas de domingo com a vitória de Lula para assumir a presidência da República a partir de janeiro de 2023, começaram a liberar uma faixa da Anhanguera para os carros e ônibus sentido interior. A rodovia, que liga a Capital ao Interior, estava parada por caminhoneiros e demais manifestantes desde o final da tarde.

Os apoiadores do atual presidente decidiram também que parte deles iria embora e retornaria pela manhã, às 7 horas, enquanto alguns caminhoneiros permaneceriam no local para manter a manifestação.

Pouco antes, o Ministro do TSE, Alexandre de Moraes, havia determinado a imediata liberação das rodovias por parte de policiais rodoviários federais e militares.

 Em caso de descumprimento, ele determina multa e até afastamento e prisão em flagrante do diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Silvinei Vasques, por crime de desobediência, além de uma multa de R$ 100 mil por hora a partir da meia-noite desta terça (1º).

 O pedido ao Supremo foi feito pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes).

Mais cedo, a CNT afirmou em nota que é contra "esse tipo de intervenção" em rodovias, e que respeita o direito de manifestação de todo cidadão, desde que ele não prejudique o direito de ir e vir das pessoas.

"Além de transtornos econômicos, paralisações geram dificuldades para locomoção de pessoas, inclusive enfermas, além de dificultar o acesso do transporte de produtos de primeira necessidade da população, como alimentos, medicamentos e combustíveis."

Na decisão desta segunda, Moraes afirma que as vias devem ser desobstruídas "com o resguardo da ordem no entorno e, principalmente, à segurança dos pedestres, motoristas, passageiros e dos próprios participantes do movimento".

Também devem ser impedidos, "inclusive nos acostamentos, a ocupação, a obstrução ou a imposição de dificuldade à passagem de veículos em quaisquer trechos das rodovias", com "garantia de total trafegabilidade".

Ao justificar a determinação, o ministro afirma que o quadro atual "revela com nitidez um cenário em que o abuso e desvirtuamento ilícito e criminoso no exercício do direito constitucional de reunião vem acarretando efeito desproporcional e intolerável sobre todo o restante da sociedade".

Moraes cita, então, a dificuldade de funcionamento das cadeias de distribuição de produtos e serviços devido aos bloqueios, "para a manutenção dos aspectos mais essenciais e básicos da vida social".

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