'A LISTA'

Lilia Cabral e a filha Giulia apresentam peça em Jundiaí

Por Mariana Checoni | Jornal de Jundiaí
| Tempo de leitura: 3 min
Bob Sousa
O encontro das duas detona um turbilhão de sentimentos, lembranças e descobertas que marcarão suas vidas para sempre
O encontro das duas detona um turbilhão de sentimentos, lembranças e descobertas que marcarão suas vidas para sempre

No próximo dia 5 de novembro Jundiaí recebe a peça "A Lista", estrelada por Lilia Cabral e sua filha, Giulia Bertolli, que será apresentada no Teatro Polytheama em sessão às 20 horas.

Visto por mais de 20 mil espectadores, a montagem tem dramaturgia de Gustavo Pinheiro e direção de Guilherme Piva. Na peça, Lilia interpreta Laurita, uma aposentada que, por força das circunstâncias, se vê obrigada a estabelecer contato com a vizinha, a jovem Amanda, vivida por Giulia Bertolli. O encontro das duas detona um turbilhão de sentimentos, lembranças e descobertas que marcarão suas vidas para sempre.

Falando sobre a peça e o trabalho com a filha, a atriz deu entrevista exclusiva para o Jornal de Jundiaí. 

Jornal de Jundiaí: Você já veio para Jundiaí? Foi bem recebida pelo público?

Lilia Cabral: Já fui sim. Na época em que eu morava em São Paulo com a minha família, almoçava muito em Jundiaí. Também já fiz espetáculo infantil e fui com a peça "Feliz Ano Velho". Então estou bem animada, com expectativa muito boa de fazer um lindo espetáculo.

JJ: O que o público pode esperar da peça?

LC: "A Lista" chega ao coração do público porque é uma história que jamais vai envelhecer. Ela será, para sempre, a crônica de um tempo que todos nós testemunhamos, juntos. Isso é muito poderoso e reconfortante.

JJ: A produção foi um processo que começou durante a pandemia. Como você acredita que esse tempo fora dos palcos serviu para aprimorar o trabalho?

LC: Ter feito teatro on-line, que era uma coisa inusitada, ninguém conhecia e não sabíamos qual seria o resultado. Acreditar foi e é fundamental para todos nós atores que queremos e apostamos em qualidade de trabalho e naquilo que a gente acredita, que a arte não pode parar e a cultura é muito importante neste país. Foi uma mistura de tudo, a gente não sabia o que ia acontecer, mas tivemos muita coragem de não deixar aquilo que acreditamos esmorecer. É muito importante mostrar para o público que a gente ainda resiste e continuou resistindo e ajudando muita gente que precisava.

JJ: Você e a Giulia palpitaram nas cenas? Como foi essa construção?

LC: O Gustavo Pinheiro é um autor muito generoso e nós fomos trabalhando juntos. Então eu, a Giulia, o Guilherme Piva (diretor) e o Gustavo fomos trabalhando juntos. O texto é do Gustavo, mas nossas mãos facilitavam o caminho e principalmente o entendimento do que a gente queria falar, as coisas importantes e necessárias a serem faladas. Gustavo captava muito bem o que a gente estava falando em nossas discussões e depois vinha com as cenas. Foi um trabalho de equipe sim, mas com um grande mentor, uma pessoa com muita sensibilidade, que o Gustavo tem, para colocar as ideias no papel e depois a gente vê que a dramaturgia dele vai ao encontro do público, tem identificação, e isso está sendo o mais legal de tudo.

JJ: O que vem à cabeça quando pensa em "A Lista"? Qual o sentimento de retornar em turnê pelos palcos?

LC: É o nosso trabalho! Agradecemos todos os dias porque temos um trabalho lindo, que foi muito bem recebido em São Paulo e onde somos muito bem recebidas. É agradecimento! Eu só penso nisso e agradeço muito todas as nossas conquistas e que essa lista fique cada vez maior.

JJ: Para você, como está sendo atuar ao lado da sua filha?

LC: Tem sido um imenso prazer. No começo do trabalho, claro que eu a enxergava como minha filha, mas agora, depois de mais de um ano e meio fazendo esse trabalho, também percebo a colega de cena e não apenas a filha. Uma colega de cena dedicada, estudiosa, talentosa, com quem tenho tido uma troca rica em cena. Para mim é uma alegria como colega e mãe. A gente se dá superbem em cena. Somos muito cúmplices.

SERVIÇO

Espetáculo "A Lista"

Dia 5 de novembro (sábado), às 20 horas

Teatro Polytheama (rua Barão de Jundiaí, 176, Centro)

Ingressos: de R$50 a R$120

Duração: 80 minutos.

Classificação etária: 12 anos.

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