Com aumento recorde de 500% em locações e 253% em vendas de imóveis usados na região de Jundiaí em agosto, no comparativo com julho, o mercado imobiliário no município permanece bastante movimentado. De acordo com dados do Conselho Regional de Fiscalização do Profissional Corretor de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), as vendas foram 57,5% de casas e 42,5% de apartamentos. Já a locação se divide em 48,94% de casas e 51,06% apartamentos.
Mesmo sendo da cidade onde há os metros quadrados mais caros do Brasil, o Rio de Janeiro, o engenheiro civil Leonardo Pereira Cardoso se assustou com os preços jundiaienses. "Vim a trabalho, mas não conhecia Jundiaí, apenas sabia da obra em que estou trabalhando e estou gostando. Aluguei um apartamento no bairro do Medeiros, que coincidiu de ser perto do meu trabalho.
"Tomei um susto, os preços aqui são muito altos. Antes de vir para cá, estava em Mogi das Cruzes e sempre me desloco por causa do trabalho. Confesso que quando comecei a procurar imóvel para locação pensei em trazer a minha família. Tenho uma criança e queria acompanhar esse período, mas aqui é muito caro e os valores são pesados", comenta.
Segundo ele, os condomínios são pesados e já estava desistindo por causa dos valores. "Minha esposa começou a pesquisar porque queria estar comigo neste momento e conseguimos um achado. Hoje estou muito satisfeito porque se enquadra no que a empresa paga de aluguel, não precisei completar o valor do meu bolso", relata o engenheiro.
DEMANDA
Corretora de imóveis que atendeu Leonardo, Sue Ellen Raminelli diz que a locação tem sido mais movimentada agora. "Estamos tendo muita procura por locação e poucas opções para oferecer aos clientes. Em relação à venda, estamos tendo bastante procura e, com o aumento dos valores dos imóveis, a efetivação das vendas está menor. Para a locação, a demanda está maior que a oferta, já na venda, com a quantidade de lançamentos, há equilíbrio."
Sue Ellen também diz que os principais fatores para quem procura um imóvel em Jundiaí são localização e preço. "Estamos tendo bastante procura de imóveis do pessoal que está vindo de fora da cidade, as pessoas que estão vindo por conta de trabalho."
Ainda segundo o Creci, 45% dos imóveis alugados são de até R$ 1,75 mil. Já a venda concentra 62,5% dos negócios em imóveis de até R$ 500 mil.
(Nathália Sousa)