A universitária Lívia Berthoud, de 23 anos, morta a tiros pelo ex-namorado em Pindamonhangaba, vinha recebendo ameaças de morte por meio de mensagens enviadas via Pix por Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, segundo familiares. O crime chocou o Brasil e foi filmado por uma câmera de segurança. VEJA O VÍDEO
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O recurso era usado pelo ex-namorado para tentar manter contato com a jovem depois que ela o bloqueou em aplicativos e redes sociais. Lívia tinha medida protetiva contra o ex. Carlos Eduardo está preso preventivamente e permanece internado em estado gravíssimo na UTI da Santa Casa de Pindamonhangaba.
Lívia, que era estudante de Direito da Unitau (Universidade de Taubaté), foi morta a tiros na manhã de segunda-feira (10), em Pindamonhangaba.
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De acordo com familiares, o Pix passou a ser uma das formas utilizadas por Carlos Eduardo para tentar falar com Lívia depois que ela bloqueou o ex nos canais tradicionais de comunicação.
Segundo os relatos, ele fazia transferências bancárias e utilizava o campo destinado à mensagem da operação para escrever textos direcionados à jovem. Algumas dessas mensagens teriam conteúdo de ameaça.
O mecanismo permitia que o texto chegasse à conta bancária de Lívia acompanhado da notificação da transferência, mesmo após ela ter bloqueado o ex nas redes sociais e aplicativos de mensagens.
Os relatos acrescentam um novo elemento ao histórico de ameaças que antecedeu a morte da jovem. O boletim de ocorrência já registrava informações sobre ameaças de morte anteriores e a existência de uma medida protetiva contra Carlos Eduardo. Conforme familiares, Lívia também havia mudado a rotina por causa do comportamento do ex.
Os registros de transferências bancárias podem contribuir para documentar tentativas de contato. Uma operação financeira deixa informações como identificação das contas envolvidas, data e horário da transação e, dependendo do sistema utilizado, a mensagem associada ao pagamento.
No caso de Lívia, caberá à Polícia Civil analisar os registros e verificar o conteúdo das mensagens, além de confrontá-los com o histórico de ameaças relatado pela família.
A existência da medida protetiva, por si só, não permite afirmar que toda transferência tenha representado descumprimento da decisão judicial. A investigação precisa verificar o conteúdo exato da ordem e quais condutas estavam proibidas.
Familiares afirmam que Lívia e Carlos Eduardo mantiveram um relacionamento por aproximadamente quatro anos. Segundo os relatos, o namoro terminou, mas o ex não teria aceitado a separação.
Depois do fim do relacionamento, Lívia bloqueou Carlos Eduardo nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens. Ela também buscou proteção judicial.
Ainda de acordo com a família, o ex passou a procurar outras formas de estabelecer contato, entre elas as mensagens encaminhadas por meio de transferências via Pix.
Lívia foi morta a tiros na manhã de segunda-feira (10), após sair de uma academia em Pindamonhangaba.
A jovem caminhava pela Rua São Sebastião quando foi atingida pelos disparos. As primeiras informações da investigação apontaram que o ex-namorado a seguiu por alguns metros antes do ataque.
Equipes de emergência foram acionadas, mas Lívia não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Após o crime, policiais localizaram Carlos Eduardo no apartamento dele. Durante a ocorrência, a Polícia Civil apreendeu um revólver calibre .38, celulares, uma carta manuscrita, o veículo relacionado ao suspeito e outros objetos.
O boletim de ocorrência também revelou que o nome de Lívia foi encontrado escrito com sangue em um espelho no imóvel onde Carlos Eduardo foi localizado. O caso é investigado pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Pindamonhangaba.
Carlos Eduardo permanece internado na UTI da Santa Casa de Pindamonhangaba em estado gravíssimo. Ele está intubado, inconsciente e apresenta edema cerebral.
O suspeito recebeu atendimento médico depois de sofrer um ferimento provocado por arma de fogo após a morte de Lívia. A prisão foi formalizada pela Polícia Civil durante a ocorrência e posteriormente convertida pela Justiça em prisão preventiva.
Mesmo internado, Carlos Eduardo continua sob custódia do Estado. Policiais permanecem no hospital para fazer a escolta do preso.
Sim. A internação hospitalar não elimina a prisão preventiva determinada pela Justiça.
Carlos Eduardo permanece preso e sob escolta policial enquanto recebe atendimento médico. O avanço dos procedimentos judiciais dependerá das decisões da Justiça, do andamento da investigação e das condições clínicas do investigado.
A Polícia Civil continua reunindo elementos para esclarecer a dinâmica do crime e as circunstâncias que antecederam a morte de Lívia.
Comprovantes de transferência, extratos bancários, notificações e mensagens associadas às operações podem ser importantes para uma investigação.
Em situações de ameaça ou perseguição, é recomendável preservar os registros e apresentá-los às autoridades responsáveis. Também é importante evitar a exclusão de mensagens e documentos que possam ajudar a comprovar as tentativas de contato.
Quando existe uma medida protetiva, qualquer conduta que possa contrariar a decisão judicial deve ser comunicada às autoridades.
Em uma situação de risco imediato, a vítima deve procurar os serviços de emergência e atendimento especializado disponíveis em sua região.