Um mês e dois dias após a identificação do corpo de Lazinho Teodoro Cintra, de 68 anos, no Jardim Piratininga, em Franca, o caso segue sob investigação da Polícia Civil. Apesar dos avanços, como a existência de um suspeito, até esta terça-feira, 28, o homem ainda não foi localizado e as circunstâncias da morte permanecem sem esclarecimento oficial.
O corpo de Lazinho foi encontrado no dia 24 de março, em uma área de mata no Jardim Piratininga, em Franca. A confirmação da identidade ocorreu dias depois, na quinta-feira, 26, após exames realizados pelo IML (Instituto Médico Legal), já que o cadáver estava em avançado estado de decomposição, o que impossibilitou o reconhecimento visual.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Luciano Cintra, as investigações continuam em andamento e não foram interrompidas. Ele confirmou que já há um suspeito identificado, mas informou que o nome não será divulgado neste momento. O indivíduo ainda não foi encontrado pelas autoridades. A causa da morte também será oficialmente divulgada apenas na conclusão do inquérito.
O corpo foi localizado em uma APP (Área de Preservação Permanente), às margens da avenida Vereador José Granzotti. A vítima estava caída em meio à vegetação, com o rosto coberto por um saco plástico e as mãos amarradas - elementos que levantaram, desde o início, a suspeita de crime. O rosto estava completamente desfigurado.
No dia em que o corpo foi encontrado, o filho da vítima, Roni Teodoro, esteve no local e chegou a reconhecer peças de roupa, como a bermuda e o cinto. No entanto, segundo a perícia, apenas as vestimentas não eram suficientes para a identificação oficial, que só foi confirmada posteriormente por exames no IML.
Lazinho morava na rua Minas Gerais, no bairro Vila Aparecida, em Franca, e era natural de Claraval (MG). Ele estava desaparecido desde o dia 15 de março, quando foi visto pela última vez na região onde vivia. Desde então, não houve mais contato com familiares.
Segundo o boletim de ocorrência, o idoso morava sozinho e era diabético, o que aumentava a preocupação da família, já que poderia sofrer complicações de saúde. O celular estava desligado, e a casa não apresentava sinais de arrombamento, com os pertences permanecendo no local - o que indica que ele pode ter saído sem levar objetos pessoais.
O corpo foi encontrado por um pedestre que atravessava a mata por um atalho. Ao se deparar com a cena, ele acionou a Polícia Militar, que isolou a área para o trabalho da perícia.
Mesmo após mais de um mês, o local onde o corpo foi localizado ainda permanece com roupas e faixas de isolamento. Segundo a Secretaria do Meio Ambiente de Franca, a limpeza da área já está programada e deve ser realizada na primeira semana de maio.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias da morte e confirmar se houve crime.
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