Mapinguari


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Segundo as descrições que aparecem nas diversas lendas onde o bicho é protagonista, o Mapinguari é uma criatura parecida com um macaco, mais alto que um homem, de pelo escuro, com grande focinho que lembra o de um cachorro, garras pontiagudas, uma pele de jacaré, um ou dois olhos. Exala um forte mau cheiro, percebido a distância. Segundo o índio Domingos Parintintin, aculturado e líder de tribo, o Mapinguari  só pode ser morto com uma pancada na cabeça. Mas há grande risco, pois a criatura tem o poder de fazer a vítima ficar tonta e “ver o dia virar noite”.
 
David Oren, diretor do  Museu Emílo Goeldi, em Belém, capital do  Pará, afirma que a lenda do Mapinguari é uma lembrança muito antiga de possíveis contatos de homens primitivos com as últimas preguiças gigantes  que viveram na região. A persistência de relatos recentes de avistamento do Mapinguari, levou alguns  cientistas a organizarem expedições à região. Mas  estas não resultaram, contudo, em encontro do animal. Na verdade, os cientistas buscavam não o Mapinguari, que só existe na imaginação, mas alguma espécie de preguiça ainda desconhecida. Porém, as que encontraram são todas bastante comuns na região.
 
O bicho-preguiça é um mamífero que possui  algumas características interessantes, como as fortes garras que o ajudam a subir nas árvores, onde passa a maior parte de seu tempo. Dorme 14 horas por dia, agarrado aos galhos. Desce apenas uma vez por semana para fazer suas necessidades e depois volta a subir. Uma das razões para este comportamento está no fato de que seu maior predador é a onça pintada. Ficar em cima da árvore é garantia de vida.  Apesar da fama da preguiça, que tem mesmo gestos muito lentos, subir em grandes árvores não é lá muito fácil. Ela só come folhas de uma árvore específica e só tem um filhote de cada vez. Tudo em cima da árvore...

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