PCC tem três ‘pilotos’ e 20 ‘soldados’ em Franca

Ação da polícia identifica mais de 20 integrantes da facção criminosa na cidade; PCC tem bases no Paulistano, Aeroporto e City Petrópolis, locais que mais sof

19/05/2006 | Tempo de leitura: 3 min

A Polícia Civil de Franca identificou os responsáveis pelos ataques ocorridos na cidade desde a noite do último sábado. Pelo menos 20 criminosos, ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital), estão envolvidos nas ocorrências. Quatro autores dos incêndios e dos atentados já foram autuados em flagrante e estão na cadeia. Cinco suspeitos de participar dos atentados foram detidos ontem e levados para triagem na delegacia. Os policiais trabalham, agora, para pôr as mãos nos mandantes dos atos terroristas. As investigações que levaram à identificação dos criminosos revelam detalhes dos ataques e mostram a organização da facção, a qual tem uma rede de fiéis seguidores em todo o Estado. Decidida pelo comando do PCC - por pessoas como Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola -, a ordem para os atentados foi repassada via telefone celular para os “generais” ou “torres”(segundo escalão na hierarquia do partido), os quais são de Franca ou têm forte relação com a cidade. Os generais estariam recolhidos em penitenciárias de Araraquara, Ribeirão Preto, Serra Azul e região de Campinas. Estes, por sua vez, acionaram os pilotos (representantes do PCC na cidade) e retransmitiram as ordens. “Os pilotos são os encarregados de coordenar as ordens da torre. Em alguns casos, eles participaram da execução dos ataques. Em outros, mandaram os soldados ou ‘bin ladens’ (últimos na hierarquia) atacarem”, disse o delegado Wanir José da Silveira Júnior. A polícia sabe que pelo menos três pilotos coordenaram os ataques em Franca. Eles estão baseados nas regiões dos Jardins Paulistano (zona leste) e Aeroporto (zona sul) e Parque Vicente Leporace (zona norte) e agiam nos bairros vizinhos. Os atentados a policiais, residências e a ônibus aconteceram justamente nestes setores da cidade. Foi no Paulistano, por exemplo, que soldados tentaram matar o carcereiro Marcelo Borges Orlando na noite do último sábado. No mesmo bairro, o cabo Muniz foi baleado também no sábado. No domingo, bandidos queimaram um ônibus no Jardim Palestina, que integra a mesma região. Responsáveis pela onda de violência que assustou a população, eles ainda não foram encontrados. A Polícia Civil acredita que os ataques foram praticados por criminosos que têm dívidas com o PCC ou com traficantes ligados ao esquema. “Como não têm dinheiro para pagar, são obrigados a cumprir ordens, atirando contra alguém ou em bases policiais”. Também foram registrados na cidade casos de atentados praticados por criminosos expulsos da facção ou dispostos a “mostrarem serviço” ao alto comando para serem aceitos ou reintegrados à facção. Um dos suspeitos de se enquadrar nesta situação é o traficante Givanildo Pereira Dias, 26, o “Scop”. Segundo a polícia, ele teria organizado o ataque a bombas ao 5º Distrito Policial na madruga de terça-feira. Também pretendia incendiar um ônibus na região do Leporace. Só não conseguiu porque seus comparsas foram presos em flagrante antes da ação. Scop conseguiu fugir da abordagem e continua sendo caçado pelos policiais civis e militares da cidade. “Ele teria praticado atos tentando mostrar ao PCC que mereceria nova chance no crime organizado”, disse o delegado Wanir. Escutas telefônicas divulgadas pela polícia incriminam o traficante como o responsável pela morte por engano de um caminhoneiro, em julho do ano passado, na Vila Santa Terezinha. Em razão do erro, foi expulso do PCC.

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