Artesanato exótico de rifainense custa até R$ 120

Garrafa pet sem nervuras, tesoura, lápis, tinta, lantejoulas, linha e agulha. Criatividade, paciência e dedicação. Lava, corta, risca, corta de novo, mede, dobra, monta e co

04/03/2006 | Tempo de leitura: 2 min

Os artesãos Luiz Ribeiro (esq.) e Orlando Natal mostram orgulhosos a rede que confeccionaram com garrafas pet: lucro certo
Os artesãos Luiz Ribeiro (esq.) e Orlando Natal mostram orgulhosos a rede que confeccionaram com garrafas pet: lucro certo
Garrafa pet sem nervuras, tesoura, lápis, tinta, lantejoulas, linha e agulha. Criatividade, paciência e dedicação. Lava, corta, risca, corta de novo, mede, dobra, monta e costura. O resultado: bolsas, pulseiras, braceletes, porta-revistas, luminárias, cortinas, cadeiras, cestas, redes e outras dezenas de modelos de objetos. Na casa de Orlando Natal, 72, e Luiz Ribeiro, 46 (tio e sobrinho), em Rifaina, a famosa frase “na natureza nada se perde, tudo se transforma” é a mais pura verdade. Transformar cabaças em peças de decoração e reaproveitar todo tipo de material descartável virou palavra de ordem a partir de um simples hobby. “Coordenava um grupo de terceira idade e na festa de confraternização resolvi presentear a primeira-dama da época com uma fruteira artesanal”, explicou Luiz. Confeccionada nos horários de folga, com garrafas de refrigerantes esquecidas no fundo do quintal, a peça agradou e virou sinônimo de terapia. “Passamos a modelar as garrafas para aliviar o estresse e como passatempo, mas aos poucos as pessoas foram gostando e começaram a oferecer dinheiro pela arte. Hoje, o artesanato virou mais uma fonte de renda”, disse Orlando (Veja matéria ao lado). Coloridas e cheias de brilho, as peças, que recebem um acabamento guardado a sete chaves, ganharam as vitrines do mundo inteiro. Algumas, inclusive, fazem sucesso nos grandes shopping centers do Brasil. Mas antes de alçar novos vôos, todas ficam em exposição no terraço da casa dos artesãos para momentos apreciação dos turistas que lotam o balneário aos fins de semana. “O povo passa, aprecia a decoração e não resiste. Assim nossas peças viajam o País e fazem fama nas grandes capitais”, afirmou um dos artistas. Dividido em dez etapas, o processo que permite a uma simples garrafa virar uma autêntica bolsa de praia pode durar semanas e envolver mais de 30 unidades de pets. “Vamos fazendo um pouco de cada vez e quando a gente menos espera, a peça está pronta e formosa”, disse Luiz, que, interrogado sobre a inspiração, revelou: “É um dom supremo de Deus”. Ah, o preço da arte? De R$ 15 a R$ 120, dependendo da peça. As encomendas? Essas não param de chegar.

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