LANÇAMENTO

Sidney Fernandes lança livro que propõe romper o 'muro' da idade

Por Priscila Medeiros | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Sidney Fernandes LANÇA 'Viver Bem, Viver sempre', seu 24° livro
Sidney Fernandes LANÇA 'Viver Bem, Viver sempre', seu 24° livro

A proximidade dos 80 anos não representa, para o escritor Sidney Fernandes, um ponto de chegada, mas uma oportunidade para continuar produzindo, aprendendo e recomeçando. Essa é uma das principais mensagens de "Viver Bem, Viver Sempre - O caminho para a longevidade", novo livro do autor, que será lançado neste domingo (11) em Bauru. A obra reúne 33 reflexões inspiradas nos estudos do psiquiatra japonês Ideki Wada sobre envelhecimento saudável e nas experiências e convicções do próprio escritor.

O lançamento será realizado no Centro Espírita Amor e Caridade (Ceac), na rua Sete de Setembro, 8-30, centro. A programação prevê sessões nos dias 11 de outubro, às 9h; 12 e 14 de outubro, às 20h; e 15 de outubro, às 15h, com sessão de autógrafos.

A ideia para o seu 24º livro surgiu quando Sidney entrou em contato com o trabalho do médico japonês, que se dedicou ao atendimento de pessoas idosas, incluindo pacientes com transtornos mentais e síndrome de Down. A partir de suas experiências, Wada desenvolveu 33 orientações relacionadas à recuperação do ânimo, estímulo, serenidade e continuidade da vida produtiva independentemente da idade.

Sidney decidiu comentar cada uma dessas reflexões a partir de sua própria visão de mundo. O resultado é uma obra que transita entre psicologia, filosofia, espiritualidade e experiências cotidianas, sem se apresentar como um livro exclusivamente religioso. Para o escritor, as reflexões podem ser úteis a pessoas de diferentes idades, não apenas a quem já chegou à velhice.

"Viver bem e viver sempre" parte da ideia de que existe uma espécie de barreira social e psicológica associada à idade. Segundo Sidney, o chamado "muro dos 80 anos" não é apenas uma imposição da sociedade, mas também pode ser construído pela própria pessoa, quando ela passa a acreditar que não tem mais condições de produzir, aprender ou participar ativamente da vida. A proposta do livro, portanto, é questionar a ideia de que envelhecer significa necessariamente abandonar atividades, projetos e perspectivas.

ESPIRITUALIDADE

Embora inspirado por uma obra médica, o livro também estabelece uma relação entre os cuidados com o corpo e a espiritualidade. Sidney explica que, ao ler as 33 reflexões do psiquiatra japonês, percebeu conexões com conceitos presentes no cristianismo, no espiritismo e em outras manifestações de espiritualidade.

Para ele, cuidar da saúde também pode ser compreendido como uma forma de valorizar a própria vida. Alimentação, respiração, hidratação e exercícios físicos aparecem como práticas que ajudam a preservar o corpo e, consequentemente, a disposição para continuar vivendo com qualidade. "Tudo que parar, fica parado", resume o escritor ao defender a importância do movimento e da atividade em diferentes fases da vida.

RECOMEÇAR

Outro conceito central da obra é o recomeço. Para Sidney, obstáculos e perdas não precisam representar o fim de uma trajetória. Ele cita como exemplo o pianista e maestro João Carlos Martins, que, diante de limitações físicas, encontrou uma nova forma de continuar ligado à música e à formação de jovens.

A aposentadoria também é questionada pelo escritor. Ele lembra profissionais que, depois de deixarem seus empregos, acreditaram que sua vida produtiva havia terminado. Envelhecer, segundo a proposta apresentada pelo autor, pode ser encarado como uma oportunidade de recomeçar com mais consciência, leveza e amor.

 

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