ELEIÇÕES 2026

PM interdita rua após confronto entre apoiadores de Lula e Flávio

Por Da Redação | São Paulo
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/Mack com Lula
PM interdita rua após confronto entre apoiadores de Lula e Flávio
PM interdita rua após confronto entre apoiadores de Lula e Flávio

A Polícia Militar interditou a rua Maria Antônia nesta quinta-feira (8), após um bate-boca entre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República. A ocorrência foi registrada nas proximidades da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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O episódio aconteceu na região central de São Paulo, após a reitoria da instituição proibir manifestações político-partidárias dentro do campus. Estudantes ligados ao coletivo “Mack com Lula” participaram de um ato na rua, com presença de representantes da UNE (União Nacional dos Estudantes).

Ato pró-Lula seguiu até a Praça Roosevelt

Vídeos publicados pelo perfil “Mack com Lula” mostram dezenas de estudantes reunidos na região da rua Maria Antônia. Depois, o grupo seguiu em caminhada até a Praça Roosevelt, onde ocorreu o ato “Vamos Virar o Jogo”.

A manifestação contou com a participação de políticos e representantes de movimentos de esquerda, entre eles Guilherme Boulos, Erika Hilton, Sônia Guajajara, Professora Luciene Cavalcante, Natália Boulos, Sofia Favero, Carlos Giannazi, Ediane Maria, Débora Lima, Celso Giannazi e JR Freitas.

Em publicação nas redes sociais, o perfil “Mackenzistas com Flávio” informou que orientaria seus apoiadores a não realizar uma manifestação no mesmo local e horário. O grupo declarou que não pretendia criar um ambiente de hostilidade.

Mackenzie proibiu atos políticos no campus

A Universidade Presbiteriana Mackenzie divulgou, na terça-feira (6), um comunicado proibindo manifestações político-partidárias dentro das dependências da instituição.

Segundo a reitoria, a decisão foi tomada após a identificação, pelas redes sociais, de eventos políticos convocados sem conhecimento prévio ou autorização da universidade. O comunicado também citou preocupações de integrantes da comunidade acadêmica com a segurança e o bem-estar dos estudantes.

O documento foi assinado pelo reitor Marco Tullio de Castro Vasconcelos.

A decisão ocorreu após o coletivo “Mack com Lula” convocar uma assembleia no campus de Higienópolis para discutir ações relacionadas à disputa eleitoral. No mesmo dia, integrantes de um grupo de WhatsApp denominado “Caça aos Comunistas” passaram a articular uma mobilização contrária ao ato.

A manifestação desta quinta-feira ocorreu na rua Maria Antônia, fora das dependências da universidade.

Estudantes contestaram decisão da reitoria

Em declaração ao portal Metrópoles, Matheus das Neves, estudante de Direito e diretor da UNE e do Diretório Central dos Estudantes Rubens Paiva, afirmou que a decisão da universidade causou estranheza e indignação entre os organizadores.

Segundo ele, a manifestação foi convocada em resposta às ameaças que, de acordo com o estudante, teriam sido feitas contra a mobilização.

O representante estudantil afirmou que o ato buscava defender a democracia e manifestar apoio à reeleição de Lula.

A rua Maria Antônia tem importância histórica na política estudantil brasileira. Em outubro de 1968, estudantes do Mackenzie e da USP (Universidade de São Paulo) entraram em confronto no local, em um episódio que envolveu integrantes do CCC (Comando de Caça aos Comunistas), grupo de extrema direita que atuou durante a ditadura militar. O conflito terminou com um estudante morto e diversos feridos.

Estudantes também fizeram ato na USP

Na manhã desta quinta-feira, outro grupo de estudantes esteve na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, onde colou cartazes em apoio a Flávio Bolsonaro e imagens de Jesus Cristo.

Entre os participantes estava Benjamin Pontes, estudante de Direito do Mackenzie e influenciador digital. Em publicações nas redes sociais, ele criticou o apoio do Diretório Central dos Estudantes do Mackenzie à manifestação organizada pelo coletivo “Mack com Lula”.

A mobilização dos grupos ocorreu após o primeiro turno das eleições, realizado no domingo (4), e em meio à disputa política entre apoiadores dos dois candidatos à Presidência.

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