MOBILIZAÇÃO SOCIAL

Grito dos Excluídos reúne movimentos em Bauru no 7 de Setembro

da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Movimentos sociais, pastorais, sindicatos e organizações populares participam, nesta segunda-feira (7), em Bauru, do 32º Grito dos Excluídos e das Excluídas. A concentração está marcada para as 8h30, na avenida Nações Unidas, em frente ao McDonald's. Neste ano, a mobilização tem como tema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”. A iniciativa é promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em conjunto com pastorais, movimentos sociais, sindicatos e organizações populares. Em Bauru, a mobilização conta com a participação da Diocese de Bauru, por meio do Setor Caridade.

Entre as principais reivindicações estão o acesso à moradia digna, reforma agrária, direitos trabalhistas, fim da escala 6x1, educação pública de qualidade e defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). O movimento também levanta bandeiras contra o feminicídio, a violência contra as mulheres, o racismo e a LGBTfobia, além da defesa da democracia e da soberania nacional. O Grito dos Excluídos é realizado tradicionalmente no dia 7 de setembro, paralelamente às celebrações da Independência do Brasil. A proposta é dar visibilidade a grupos em situação de desigualdade e defender políticas e direitos voltados à população mais vulnerável.

Criado em 1995, o movimento surgiu a partir da articulação entre pastorais, movimentos sociais e organizações da sociedade civil, tendo como inspiração o lema “A vida em primeiro lugar”. Desde então, manifestações são realizadas em diferentes cidades brasileiras. A escolha do 7 de Setembro tem caráter simbólico. Enquanto a data marca a independência política do Brasil, o Grito questiona as condições de vida da população e defende que a independência também seja acompanhada de justiça social, dignidade e garantia de direitos. Para os organizadores, a mobilização representa um espaço para reivindicar “Terra, Teto e Trabalho”, além de paz, proteção às mulheres e soberania. A proposta é reunir diferentes segmentos da sociedade em torno da defesa de melhores condições de vida e da redução das desigualdades.

Comentários

Comentários