EM AGOSTO

Região de Bauru: Auxílio-Aluguel chega a 377 vítimas de violência

Por | da Redação
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Governo do Estado/Reprodução
Podem solicitar o benefício mulheres que possuam medida protetiva expedida pela Justiça, residam no Estado de SP, estejam em situação de vulnerabilidade e cuja renda não ultrapasse 2 salários mínimos
Podem solicitar o benefício mulheres que possuam medida protetiva expedida pela Justiça, residam no Estado de SP, estejam em situação de vulnerabilidade e cuja renda não ultrapasse 2 salários mínimos

A região administrativa de Bauru registrou, em agosto, a concessão do Auxílio-Aluguel para 377 mulheres vítimas de violência doméstica inscritas no programa até julho, investimento de R$ 188,5 mil. No estado, foram mais de R$ 2,9 milhões destinados a 5,8 mil mulheres. Desde o início do programa, em fevereiro de 2025, foram atendidas mais de 9,9 mil mulheres, com investimento superior a R$ 29,9 milhões em todo o estado.

Os dados foram consolidados pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (Seds). A iniciativa chegou a 593 municípios paulistas, indicativo da abrangência da política pública e do papel central da rede municipal de assistência social como porta de entrada para o benefício.

Criado pelo Governo do Estado, o programa oferece ajuda de custo mensal de R$ 500 por seis meses, com possibilidade de renovação por igual período. O objetivo é garantir condições concretas para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam se afastar de relações violentas com segurança e dignidade.

"Romper o ciclo da violência doméstica exige mais do que coragem, é necessário apoio real e condições concretas para um recomeço seguro. O Auxílio-Aluguel, além de um importante suporte financeiro, é uma ferramenta de autonomia e dignidade para que essas mulheres possam reescrever suas histórias longe do medo", afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém.

Podem solicitar o benefício mulheres que possuam medida protetiva expedida pela Justiça, residam no Estado de São Paulo, estejam em situação de vulnerabilidade e cuja renda, até o momento da separação, não ultrapasse dois salários mínimos.

O cadastramento é feito pela rede municipal de assistência social nos municípios participantes. Após análise e aprovação, o valor é disponibilizado por meio de Poupança Social no Banco do Brasil, diretamente às beneficiárias.

Além do suporte financeiro, o programa articula outras políticas públicas municipais, ampliando o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento às mulheres atendidas em todo o estado.

Onde buscar atendimento:

* Assistência Social: Cras (Centros de Referência da Assistência Social), Creas (Centros de Referência Especializados de Assistência Social) e Centros de Referência de Atendimento à Mulher;

* Saúde: UBSs (Unidades Básicas de Saúde), prontos-socorros e hospitais;

* Segurança Pública: DDMs (Delegacias de Defesa da Mulher), distritos policiais, batalhões da Polícia Militar  (PM) e Corpo de Bombeiros;

* Sistema de Justiça: Ministério Público (MP), Defensorias Públicas e Ordens dos Advogados do Brasil (OABs);

* Canais de orientação e denúncia: Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 190, para emergências.

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