CULTURA E REFLEXÃO

Arte dá voz ao combate à violência contra mulheres em Bauru

da Redação
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Divulgação

O projeto "Cárcere: Vozes que se Levantam" levará ao público de Bauru uma programação gratuita que une teatro, música e atividades formativas para ampliar o debate sobre as diferentes formas de violência contra as mulheres, com destaque para as experiências de mulheres negras. Contemplada pelo Programa de Estímulo à Cultura de Bauru (PEC 2025), a iniciativa será realizada ao longo de agosto e busca promover reflexão, escuta e transformação social por meio da arte.

O destaque da programação é o espetáculo "Cárcere", que será apresentado no dia 15 de agosto, às 20h, no Teatro Municipal de Bauru, com entrada gratuita e interpretação em Libras. A montagem, escrita por Vilma Rodrigues e dirigida por Vagner Clemente, acompanha a trajetória de Cláudia, uma mulher negra que enfrenta diferentes formas de aprisionamento impostas por estruturas sociais, familiares e raciais. A sessão será precedida, às 19h, pelo pocket show "Cárcere em Canções", com repertório inspirado na dramaturgia e interpretado por Gabi Ilê, Adriano Martins e Roger Pereira.

Além das apresentações artísticas, o projeto promove, no dia 8 de agosto, a oficina gratuita de Escrita Sensorial "LuziAr", voltada para mulheres maiores de 18 anos. Conduzida pela jornalista e escritora Nane de Sousa, a atividade propõe utilizar a escrita como ferramenta de expressão, autoconhecimento e fortalecimento da identidade feminina. As inscrições são gratuitas e as vagas são limitadas.

Também no dia 8, o Auditório Helvécio de Barros recebe a mesa-redonda "Vozes que se Levantam: arte, escuta e resistência", reunindo especialistas das áreas de assistência social, direito, segurança pública, psicologia e cultura para discutir memória, identidade, racismo, violência contra as mulheres e políticas públicas. O encontro contará ainda com a participação de integrantes do elenco do espetáculo, aproximando o público do processo artístico e ampliando o diálogo entre cultura e sociedade.

Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público. Realizado pelo Núcleo Cênico Eu Vou Avoá, o projeto reafirma a arte como instrumento de conscientização e transformação social, criando espaços de escuta e reflexão sobre desigualdades de gênero e raça por meio de diferentes linguagens culturais. Mais informações nas redes sociais do projeto: carcereemcena.

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