DADOS DA ANA

Batalha e Lençóis têm volumes úteis favoráveis; rio Jaú preocupa

Por | da Redação
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CBH-RL
Os dados revelam cenários distintos entre as bacias analisadas, evidenciando diferenças significativas na disponibilidade hídrica e nas condições de armazenamento de cada sistema hidrográfico
Os dados revelam cenários distintos entre as bacias analisadas, evidenciando diferenças significativas na disponibilidade hídrica e nas condições de armazenamento de cada sistema hidrográfico

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Lençóis (CBH-RL), por meio de sua Câmara Técnica, divulgou nesta semana levantamento elaborado com base em dados oficiais da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) sobre contribuições de montante e volumes úteis disponíveis nas bacias dos rios Batalha, Jaú e Lençóis. O estudo adota como referência o limite mínimo padrão correspondente a 50% das cotas nominais dos volumes úteis das contribuições de montante desses três importantes rios do centro-oeste paulista.

Os dados revelam cenários distintos entre as bacias analisadas, evidenciando diferenças significativas na disponibilidade hídrica e nas condições de armazenamento de cada sistema hidrográfico. As bacias dos rios Batalha e Lençóis mantêm volumes úteis favoráveis. Os dois reservatórios registraram volumes úteis de 61,73% e 70%, respectivamente, permanecendo acima do limite operacional mínimo de 50%.

De acordo com a avaliação da Câmara Técnica do CBH-RL, esse desempenho está relacionado tanto à gestão operacional dos sistemas quanto à influência positiva das chuvas registradas durante o período chuvoso antecedente à estiagem, que contribuíram para a recomposição das reservas hídricas e para a manutenção da disponibilidade hídrica no início do período seco.

Na bacia do rio Jaú, entretanto, o cenário inspira maior atenção. Embora a vazão observada ainda permita o atendimento das condições operacionais, o reservatório apresenta 13,46% de volume útil, percentual significativamente inferior ao limite mínimo operacional de referência, segundo o órgão.

Apesar dos resultados hidrológicos dependerem de múltiplos fatores, a continuidade de políticas públicas integradas e da gestão compartilhada contribui para criar condições favoráveis à conservação dos recursos hídricos e à segurança hídrica regional, enfatiza o professor e especialista em recursos hídricos e gestão de riscos, Sidnei de Aguiar, secretário-executivo do CBH-RL.

"Esses indicadores reforçam a importância de manter os investimentos em gestão regional de bacia hidrográfica, monitoramento e conservação ambiental, fortalecendo a segurança hídrica e garantindo que a bacia do rio Lençóis continue sendo uma referência em disponibilidade hídrica e controle de riscos hidrológicos”, ressalta.

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