Neste inverno, a cidade de Bauru tem registrado temperaturas recordes de frio, variando entre 9 e 6 graus. Nesta terça-feira (14), foi registrada a menor temperatura do ano: 6,8 graus às 4h20, segundo o Centro de Meteorologia da Unesp (IPMet). Essas temperaturas são pouco comuns para os bauruenses e quem mais sofre é a população em situação de rua, exposta ao frio e ao vento nos locais improvisados onde dorme. Para atender esse público e proporcionar abrigo nos dias mais frios, a Prefeitura de Bauru, por meio da Secretaria de Assistência Social, mantém um serviço de abordagem social que monitora e realiza a busca ativa de pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente durante o período noturno.
Quem identificar pessoas que necessitem de acolhimento pode entrar em contato com o serviço pelo telefone (14) 98208-0493. O atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h, e aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 20h, podendo ter o horário estendido em situações de frio intenso, conforme avaliação das equipes. Após o contato inicial, e caso aceitem o acolhimento, as pessoas são encaminhadas ao Centro Pop, às casas de passagem e aos abrigos conveniados. O município conta com 130 vagas disponíveis nessas instituições.
No entanto, nem todas aceitam ir para um abrigo. Conforme noticiado pelo JCNET (https://sampi.net.br/bauru/noticias/2988388/bauru-e-regiao/2026/06/drama-nas-ruas-eles-passam-frio-em-bauru-video), segundo pesquisadores, psicólogos, assistentes sociais e profissionais que atuam com a população em situação de rua, não existe uma única explicação para essa recusa. O acolhimento institucional é rejeitado por um conjunto de fatores sociais, psicológicos e estruturais, e não apenas pela vontade da pessoa.
Entre os principais motivos estão a perda de autonomia e a necessidade de seguir regras, o uso de álcool e outras drogas, experiências negativas em abrigos, problemas de saúde mental, os vínculos criados na própria rua, a desconfiança em relação às instituições, entre outras razões.