O helicóptero Águia da Polícia Militar de Bauru sofreu um acidente durante um serviço executado pela corporação na cidade de Pederneiras (a 26 quilômetros de Bauru). Apesar do susto e de parte da população da cidade ter testemunhado o fato, os dois tripulantes não se feriram. O acidente aconteceu na terça-feira (7) da semana passada e foi confirmado há pouco pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, em nota enviada ao JCNET nesta quarta-feira (15).
Segundo a SSP, “um incidente envolvendo uma aeronave do Comando de Aviação da PMESP foi registrado na última terça-feira (7), em Pederneiras. Os dois tripulantes que estavam a bordo não ficaram feridos e a aeronave foi recolhida para reparo dos danos. O Comando de Aviação designou outra aeronave para atender toda a região de Bauru, mantendo o policiamento aéreo e o atendimento à população sem interrupções”, diz o texto enviado pela Secretaria da Segurança Pública do Estado.
A Base de Aviação da Polícia Militar de Bauru, conhecida como Águia, é um dos poucos locais do Estado autorizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) a realizar manutenção, reparos e inspeções nos helicópteros da Polícia Militar. No Estado de São Paulo, além dela, apenas as bases da capital possuem essa homologação para verificar e liberar aeronaves da frota.
O Águia abrange 76 municípios sob responsabilidade do Comando de Policiamento do Interior 4 (CPI-4). A área de atuação soma cerca de 34,3 mil quilômetros quadrados e reúne uma população estimada em 2,03 milhões de pessoas. A unidade completa neste ano, 22 anos prestando apoio aéreo a operações policiais, resgates e ações de emergência em toda a região.
O serviço aéreo do Águia atua em parceria com as Polícias Militar, Ambiental e Rodoviária, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. A base também coopera com órgãos públicos municipais, estaduais e federais em diferentes tipos de operação. A mobilidade aérea permite ampliar o alcance das equipes e reduzir o tempo de atendimento em situações de emergência.
As aeronaves são usadas principalmente em ocorrências de difícil acesso e em ações que exigem resposta rápida. Também apoiam hospitais no transporte de órgãos para transplante, procedimento que exige deslocamento imediato devido ao curto tempo de preservação fora do corpo.A aeronave do águia pode ser considerada uma ‘viatura que voa’, ajudando no reconhecimento do local da ocorrência, patrulhamento preventivo e atuação rápida em casos de emergências, uma extensão do patrulhamento e efetivo em terra. antes de levantar voou existe um levantamento de relevância do apoio aéreo, em ocorrências mais complexas existe um apoio emergencial.