O avanço de formigueiros em avenidas, praças e canteiros de Bauru tem se tornado cada vez mais evidente e levanta questionamentos sobre a manutenção das áreas públicas da cidade. Basta percorrer diferentes regiões para encontrar colônias de grandes proporções, muitas delas instaladas há anos sem solução definitiva. As formigas cortadeiras, como a saúva, dominam diversos espaços e chamam a atenção pelo tamanho das colônias.
Um dos casos está na área verde entre a rua Gérson França e a avenida Nossa Senhora de Fátima, no Jardim Estoril. O formigueiro permanece no local há anos e alcança aproximadamente cinco metros de largura por 30 centímetros de altura, evidenciando que o problema se prolonga sem uma resposta efetiva.
A situação se repete em outros pontos da cidade. Grandes colônias também ocupam o canteiro central das primeiras quadras da avenida Comendador José da Silva Martha e o canteiro lateral do quarteirão 50 da avenida Nações Unidas.
Embora as saúvas sejam espécies nativas das Américas e desempenhem papel importante para o equilíbrio ambiental, a proliferação descontrolada em áreas urbanas preocupa. Além dos danos à vegetação, os formigueiros podem representar riscos à população, principalmente em espaços de lazer frequentados por crianças. Na praça Ulysses Mendes, ao lado da Paróquia Santa Luzia, por exemplo, diversos formigueiros ocupam os canteiros, aumentando a possibilidade de acidentes, já que as picadas provocam dor intensa, sensação de queimação e coceira.
A presença de colônias antigas e de grande porte em locais públicos reforça a percepção de moradores de que as ações de controle não têm sido suficientes para impedir o avanço dos formigueiros. Em alguns casos, os ninhos permanecem visíveis por anos, tornando-se parte da paisagem urbana.
Responsável pelo controle das colônias em áreas públicas, a Secretaria de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal (Semab) informou que "Realiza de forma contínua o controle de formigueiros em áreas verdes públicas, praças, canteiros centrais, rotatórias e demais espaços sob sua responsabilidade. O serviço é executado a partir das vistorias feitas pelas equipes técnicas, do monitoramento em campo e das solicitações registradas pelos munícipes. Não há uma periodicidade fixa para toda a cidade, uma vez que a ocorrência e o desenvolvimento dos formigueiros variam conforme fatores como a espécie, o tamanho da colônia, as condições climáticas, a umidade do solo, a vegetação existente e a possibilidade de reinfestação."
"As ações são priorizadas em locais com maior incidência de formigueiros, risco à circulação de pedestres, potencial de acidentes e prejuízos à vegetação e aos canteiros públicos. Em colônias de maior porte, o controle pode demandar mais de uma intervenção, motivo pelo qual as equipes realizam acompanhamento técnico para avaliar a efetividade do tratamento e, se necessário, promover novas aplicações", informou ainda a nota.
Segundo a Semab, as equipes já realizaram vistorias nos locais citados pela reportagem. O controle foi iniciado na Avenida Nossa Senhora de Fátima, nas áreas do Cinturão Verde, na região do Jardim Estoril, e na Avenida Comendador José da Silva Martha. A intervenção na Avenida Nações Unidas, nas proximidades da Rodovia Marechal Rondon, está programada para esta semana.